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Maioria dos latino-americanos apoia intervenção militar dos EUA na Venezuela, diz pesquisa

O levantamento mostra que 53% dos participantes apoiam uma ação militar no país governado por Nicolás Maduro

facção Pesquisa Ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma pesquisa feita pela Atlas/Intel, em parceria com a Bloomberg e divulgada neste sábado, 1º, revela que uma maioria dos latino-americanos concorda com uma possível intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. O levantamento mostra que 53% dos participantes apoiam uma ação militar no país governado por Nicolás Maduro, enquanto 34,7% rejeitam essa medida.

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Além disso, o estudo indica que 73% dos entrevistados acreditam que a situação em Caracas seria melhor sem Maduro no poder. Problemas como fraude eleitoral, pobreza, migração forçada, violações de direitos humanos e prisão de opositores aparecem como principais preocupações relacionadas ao contexto venezuelano.

Sobre as causas da crise humanitária, 67% dos que responderam à pesquisa atribuem a responsabilidade a Maduro

Sobre as causas da crise humanitária, 67% dos que responderam à pesquisa atribuem a responsabilidade a Maduro, destacando que mais de oito milhões de pessoas já deixaram a Venezuela, número que corresponde a um quarto da população do país. A percepção de que o país caminha para se tornar um narcoestado e que passa por uma ditadura também foi recorrente entre os entrevistados.

No que diz respeito ao apoio internacional à Venezuela, os entrevistados avaliaram o compromisso de alguns líderes mundiais com a promoção da liberdade no país. Para 33%, o presidente dos EUA, Donald Trump, é o mais comprometido com essa causa. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, aparece como segundo mais bem avaliado, com 38%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve apenas 17% dos participantes considerando seu compromisso como “muito alto”, enquanto 44% avaliam como “muito baixo”. A pesquisa ouviu 6,7 mil adultos entre 22 e 28 de outubro, com margem de erro de 1 ponto porcentual. Do total, cerca de 2,6 mil entrevistados são venezuelanos e 3,9 mil de outros países da América Latina.

Tensões recentes entre EUA e Venezuela

O cenário de tensões entre Estados Unidos e Venezuela se agravou nos últimos meses, depois de ataques norte-americanos a embarcações no Caribe e no Pacífico, que resultaram em 57 mortes. A Casa Branca afirma que a missão dessas operações é combater cartéis de drogas, mas não detalhou as evidências ou quantidades envolvidas.

O presidente Donald Trump acusa Maduro de liderar uma organização criminosa de tráfico internacional de drogas, acusação negada pelo governo de Caracas. Nicolás Maduro, por sua vez, afirma que a movimentação militar dos EUA tem como objetivo promover uma troca de regime e acusa Trump de inventar uma “guerra eterna”.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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