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Maersk avisa que rede de transporte marítimo foi totalmente afetada por ataques no Mar Vermelho

Embarcações da empresa passaram a ser alvo do grupo terrorista Houthi

Maersk
Maersk: exportações afetadas por causa de ataques terroristas no Mar Vermelho | Foto: Divulgação/Maersk

A A.P. Moeller-Maersk informou, nesta quarta-feira, 17, que a interrupção de suas operações de transporte de contêineres devido aos ataques no Mar Vermelho se expandiu, com sua rede marítima totalmente afetada no momento.

O diretor-presidente da Maersk, Vincent Clerc, afirmou que todos os navios da empresa com permissão para navegar, assim como todos os navios previamente subutilizados, estão agora sendo redirecionados para tentar preencher vazios nas operações de transporte. Contudo, o executivo avisou que ainda assim dificilmente a frota será capaz de atender à demanda nos próximos meses.

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“O impacto em cascata dessas interrupções se estende além das rotas primárias afetadas, causando congestionamento em rotas alternativas e centros de transbordo essenciais para o comércio com o Extremo Oriente da Ásia, Ásia Central Ocidental e Europa“, afirmou a empresa.

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Portos em toda a Ásia — incluindo Singapura, Austrália e Xangai — estão sofrendo atrasos à medida que os navios mudam de rota e os cronogramas são interrompidos, causados pelos efeitos em cascata do Mar Vermelho, apontou a Maersk. A temporada de tufões que se aproxima também deve afetar áreas da China, criando mais riscos de congestionamento, acrescentou.

Maersk aborda demanda para exportação

navio de guerra Estados Unidos
Os Estados Unidos derrubaram dois mísseis lançados pelos terroristas houthis direcionados a um navio porta-contêineres no sul do mar Vermelho | Foto: Reprodução/X/Twitter @Centcom

A empresa disse que a demanda está sendo impulsionada pelas fortes exportações asiáticas para a América do Norte e a Europa, acrescentando que está se preparando para interrupções contínuas, concentrando-se em ajustes de rede, garantindo contêineres adicionais e explorando mais aprimoramentos de capacidade.

As operadoras de contêineres foram forçadas a enviar suas embarcações para rotas mais longas e mais caras ao redor do Cabo da Boa Esperança, no sul da África, para evitar o Mar Vermelho. Isso ocorre depois que o grupo terrorista Houthi começou a atacar embarcações comerciais no fim do ano passado, criando uma escassez de embarcações, apesar da forte demanda contínua.

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Leia também: “Rafah nos faz lembrar os males do Hamas”, artigo de Brendan O’Neill (da Spiked) publicada na Edição da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado e da Dow Jones Newswires

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