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Maduro divulga números falsos sobre libertações, relata entidade

Organizações de direitos humanos e familiares exigem a divulgação de uma lista oficial para confirmar a identidade dos libertados no Natal

Nicolás Maduro acusado números falsos libertados Venezuela
Nicolás Maduro nega a existência de presos políticos no país | Foto: Reprodução/Instagram Nicolás Maduro

O governo do ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, divulgou informações falsas sobre a libertação de 99 presos políticos em 25 de dezembro, segundo a ONG Foro Penal.

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A entidade relata que verificações independentes revelam que o número real é bem menor: apenas 45 detidos receberam liberdade provisória (para o feriado) na data, o que deixa uma discrepância de 54 pessoas em relação ao anúncio oficial.

Organizações de direitos humanos e familiares exigem a divulgação de uma lista oficial para confirmar a identidade dos libertados. Em um número intermediário, o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (Clippve) relatou que houve pelo menos 60 libertações.

As libertações parciais não alteram a situação crítica enfrentada por centenas de presos políticos, alertam as ONGs. O Foro Penal registra que 902 detidos permanecem sob custódia, a maioria detida depois dos protestos contra os resultados das eleições presidenciais de julho de 2024.

O Observatório Venezuelano de Prisões e o Foro Penal declaram que novas detenções e condições severas de encarceramento continuam a ocorrer em centros vinculados às manifestações de 2024.

Durante a madrugada do Natal, familiares começaram a receber informações sobre a libertação de presos políticos em diferentes penitenciárias do país. Muitos deles haviam sido detidos após os protestos de 28 de julho de 2024, acusados de crimes como terrorismo, vandalismo e conspiração.

Maduro nega existência de presos políticos

O Ministério do Serviço Penitenciário justificou as 99 libertações com a alegação de que, apesar de os libertados terem participado de “atos de violência e incitação ao ódio” durante os protestos, a medida demonstra “compromisso com a paz, o diálogo e a justiça”.

Leia mais: “Venezuela: 40% dos navios que chegam ao país são irregulares”

Em contraste, as ONGs ressaltam que a suposta liberação não substitui “a responsabilidade do Estado de garantir justiça e liberdade plena”.

Enquanto isso, Maduro nega, de acordo com a entidade, a existência de presos políticos e classifica os detidos como indivíduos envolvidos em “atos puníveis”. Especialistas e entidades de direitos humanos, porém, garantem que a situação segue alarmante, com centenas de cidadãos ainda privados de liberdade por razões políticas.

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1 comentário
  1. David S
    David S

    A credibilidade deste energúmeno é tão pequena, que até os vermes estão se recusando a habitar o seu putrefato corpo….

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