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Maduro anuncia criação de IA venezuelana

Ditador afirmou que o tema será ensinado em salas de aula a partir deste ano

De acordo com o ditador Nicolás Maduro, a ‘Venezuela em breve terá sua própria inteligência artificial, soberana e nacional’ | Foto: Reprodução/Instagram
De acordo com o ditador Nicolás Maduro, a ‘Venezuela em breve terá sua própria inteligência artificial, soberana e nacional’ | Foto: Reprodução/Instagram

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que o regime terá sua própria inteligência artificial (IA). Durante uma visita em uma escola, nesta segunda-feira, 15, o líder chavista afirmou que o tema será ensinado em salas de aula a partir deste ano.

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“A Venezuela em breve terá sua própria inteligência artificial, soberana, nacional, venezuelana, articulada pelo mundo, mas alimentada por nós”, declarou o ditador.

Medidas de Maduro sobre a IA

No ano passado, Maduro pediu que fossem tomadas medidas no setor de educação para que o país soubesse gerir a IA ao “máximo nível”. Isso ocorreria por meio de parcerias com “aliados estratégicos”, como Rússia e China.

O líder chavista quer que a tecnologia alcance os cursos universitários. Ele destacou a aplicação em campos como medicina, engenharia, design e ciências políticas.

Em julho, a ditadura venezuelana assinou um memorando de entendimento com a empresa chinesa iFlytek. A intenção é desenvolver tecnologias de IA. Segundo Maduro, a ação representou a entrada do país “em grande estilo” nesse meio.

Ataques dos Estados Unidos contra cartéis venezuelanos

O regime venezuelano passa por momentos críticos. A declaração de Maduro ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos realizaram novo ataque contra uma embarcação que partiu da Venezuela.

Leia mais: “A ‘democracia’ dos autoritários”, reportagem publicada na Edição 280 da Revista Oeste

Segundo o presidente Donald Trump, o barco transportava drogas e era operado por “narcotraficantes”. O bombardeio deixou pelo menos três mortos. O republicano publicou nas redes sociais um vídeo da operação militar. O material gerou reações da ditadura venezuelana, que questionou a veracidade das imagens.

A ação foi a segunda ofensiva do tipo em menos de duas semanas. Em 3 de setembro, os EUA interceptaram outra embarcação no Caribe. Na ocasião, o ataque resultou na morte de 11 traficantes, segundo autoridades norte-americanas.

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