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Lista com 300 nomes de figuras públicas em arquivos do caso Epstein é divulgada nos EUA

A divulgação foi feita pela procuradora-geral Pam Bondi durante audiência no Congresso norte-americano

Acusado de crimes sexuais e tráfico de menores, Jeffrey Epstein teria cometido suicídio na prisão, em 2019 | Foto: Gerada por Inteligência Artificial
Acusado de crimes sexuais e tráfico de menores, Jeffrey Epstein teria cometido suicídio na prisão, em 2019 | Foto: Gerada por Inteligência Artificial

Uma lista com 300 nomes de figuras públicas mencionadas nos arquivos do caso Jeffrey Epstein foi divulgada pela procuradora-geral Pam Bondi durante audiência no Congresso dos Estados Unidos. Ela afirmou que todos os documentos exigidos pela legislação já foram disponibilizados pelo Departamento de Justiça.

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Segundo Bondi e o vice-procurador-geral Todd Blanche, materiais protegidos por sigilos legais continuam restritos. Em carta enviada aos presidentes das comissões de Judiciário da Câmara e do Senado, os dois detalharam que a lista inclui autoridades e pessoas com exposição política identificadas nos arquivos.

Nomes de destaque e contexto das citações

Entre os nomes citados estão o ex-presidente Donald Trump, Barack e Michelle Obama, Bill Gates, Bill Cosby, Robert De Niro, Bill e Hillary Clinton, Jay Z, Kim Kardashian, Príncipe Harry, Woody Allen, Kamala Harris, Mark Zuckerberg, Bruce Springsteen, Elon Musk, Papa João Paulo II, Nancy Pelosi, Hakeem Jeffries (D-NY), Bono, Beyoncé, entre outros.

Estar nos arquivos não significa envolvimento em irregularidades ou contato direto com Epstein. Alguns citados mantiveram “extenso contato por e-mail” com Epstein ou Ghislaine Maxwell, mas outros são mencionados apenas em trechos de documentos, como reportagens de imprensa, sem relação comprovada com os casos investigados, conforme detalharam Bondi e Blanche.

Disponibilização dos documentos e critérios de sigilo no caso Epstein

O Departamento de Justiça recebeu prazo até 19 de dezembro para tornar públicos todos os arquivos referentes a Epstein, conforme determina a lei de transparência sobre o caso. O material inclui informações sobre operações financeiras, denúncias de tráfico e comunicações internas de agentes federais que investigaram Epstein e seus associados.

Cerca de 100 advogados analisaram aproximadamente 6 milhões de páginas de documentos. Mais de 3,5 milhões de páginas foram publicadas semanas depois do fim do prazo, informou o Departamento de Justiça. Materiais mantidos sob sigilo envolvem questões jurídicas como deliberações internas, trabalho dos advogados e comunicações protegidas por sigilo profissional.

Bondi e Blanche explicaram que nomes de vítimas e dados pessoais sensíveis foram ocultados. Documentos pendentes de publicação estão em análise judicial e só serão liberados depois da decisão da Justiça, acrescentou Blanche.

Os procuradores enfatizaram que nenhum registro foi retido ou editado “por constrangimento, danos à reputação ou sensibilidade política, mesmo envolvendo autoridades, figuras públicas ou representantes estrangeiros”. Eles destacaram que eventuais omissões se devem ao volume e à agilidade na resposta à lei, e que nomes excluídos por questões de segurança policial não apareceram na lista.

Repercussão política e questionamentos sobre a transparência

A carta foi encaminhada no sábado 14, aos presidentes do Comitê Judiciário do Senado, Chuck Grassley (R-Iowa) e Dick Durbin (D-Ill.), e da Câmara, Jim Jordan (R-Ohio) e Jamie Raskin (D-Md.). Por razões não esclarecidas, apenas Blanche assinou o documento, embora o nome de Bondi estivesse impresso acima da assinatura dele.

Os arquivos de Epstein também contêm denúncias e relatos que o Departamento de Justiça considerou não verificáveis ou pouco confiáveis. Na semana passada, o deputado Ro Khanna (D-Calif.), que ajudou a aprovar a lei de transparência do caso, leu seis nomes no plenário, alegando que o Departamento teria ocultado homens ricos e influentes “sem motivo aparente”, segundo o parlamentar.

O Departamento de Justiça esclareceu posteriormente que quatro desses nomes integravam uma seleção fotográfica da Corte do Distrito Sul de Nova York, sem qualquer ligação conhecida com Jeffrey Epstein. A imunidade parlamentar protege congressistas de certos processos ao atuarem oficialmente, conforme prevê a Constituição dos EUA.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. David S
    David S

    Pelo andar da carruagem, vão ter que construir mais algumas penitenciárias……

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