Horas depois da divulgação do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o Kuwait relatou ter sido alvo de diversos ataques por parte das forças iranianas.
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Testemunhas relataram à agência Reuters que ouviram explosões na região ainda durante a madrugada desta quarta-feira, 8. Outras nações do Golfo, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque e Bahrein, também enfrentaram ofensivas no mesmo período.
O comando militar do Kuwait informou, por meio do X, que interceptou 28 drones lançados em direção ao país. Apesar disso, confirmou que parte deles atingiu instalações estratégicas. Os ataques provocaram danos materiais significativos em áreas de produção de petróleo, usinas de energia e sistemas de dessalinização, de acordo com comunicado das Forças Armadas.
Já os Emirados Árabes Unidos destacaram que suas defesas seguem com respostas a mísseis e drones oriundos do Irã. O fato intensificou a tensão logo depois do anúncio da trégua.
Conflito persiste fora do escopo da trégua entre EUA e Irã

No sul do Líbano, ataques conduzidos por Israel atingiram a região de Tiro depois de emissão de novas ordens de evacuação, conforme informou a Agência Nacional de Informação do país. Apesar do cessar-fogo entre Washington e Teerã, Israel reforçou publicamente que o acordo de trégua não contempla o território libanês.
O grupo terrorista Hezbollah, apoiado pelo Irã, não reivindicou novas ofensivas contra Israel desde a 1h, horário local, quando entrou em vigor o cessar-fogo. As autoridades israelenses confirmaram que o grupo não faz parte do pacto.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 7, uma trégua de duas semanas, com o apoio do Irã e de Israel. A fala ocorreu há poucas horas para o fim do prazo estabelecido para a reabertura do Estreito de Ormuz. O acordo contou com a mediação do Paquistão.
Com pressões internas e externas, Washington e Teerã buscam explorar os ganhos políticos da trégua, mas reconhecem que o caminho para um acordo definitivo ainda será longo.
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