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Kim Jong-un rejeita desarmamento nuclear da Coreia do Norte

Ditador descarta trocas econômicas por arsenal e classifica Coreia do Sul como o país mais hostil

Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte | Foto: Prachatai/Flickr
Kim Jong-un, ditador da Coreia do Norte | Foto: Prachatai/Flickr

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que o status de seu país como Estado detentor de armas nucleares é irreversível. Em discurso ao Parlamento nesta terça-feira, 24, Kim rejeitou a proposta de trocar o desarmamento nuclear por benefícios econômicos ou garantias de segurança. Segundo ele, o fortalecimento permanente das forças militares é essencial para a estabilidade regional.

Kim declarou que a Coreia do Norte provou ser correta a escolha estratégica de manter o poder nuclear enquanto busca o desenvolvimento. Para ele, a “dissuasão nuclear de autodefesa” é o que garante a existência e a paz do Estado.

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“A realidade mundial atual, em que a dignidade e os direitos de Estados soberanos são impiedosamente violados por força e violência unilaterais, ensina claramente qual é a verdadeira garantia da existência e da paz de um Estado”, disse Kim no discurso à Assembleia Popular Suprema.

Ainda segundo o ditador, “as armas nucleares dissuadiram a guerra e permitiram que o país concentrasse recursos no crescimento econômico, na construção e na melhoria do padrão de vida”. Além disso, o evento também contou com uma mensagem do presidente russo, Vladimir Putin, que prometeu aprofundar a parceria estratégica entre os dois países.

A sessão parlamentar aprovou o Orçamento estatal para 2026, que eleva os gastos com defesa para 15,8% do total. Os recursos serão destinados à expansão da capacidade de combate e de dissuasão nuclear. Apesar do foco militar, Kim também ordenou o cumprimento de um plano econômico de cinco anos para modernizar a indústria e aumentar a produção de alimentos e energia.

Kim Jong-un classificou a Coreia do Sul como “hostil”

No discurso, o ditador também definiu a Coreia do Sul como o “país mais hostil” e abandonou a política de busca pela reunificação pacífica. O regime de Pyongyang agora trata as relações com Seul como um estado de hostilidade entre dois países distintos.

A Presidência sul-coreana afirmou que as declarações de Kim são “indesejáveis para a coexistência pacífica”. Em nota, o governo de Seul disse que apenas o diálogo e a cooperação garantem a prosperidade na península.

Leia também: “Líder supremo do Irã estaria ferido e isolado, dizem fontes dos EUA e de Israel”

Além disso, Kim também acusou os Estados Unidos de desestabilizarem a região ao posicionar ativos nucleares estratégicos perto da península. Ele afirmou que enfrentará qualquer violação da soberania do Norte “impiedosamente, sem hesitação ou contenção”.

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