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Justiça dos EUA condena paquistanês que planejou matar Trump

Asif Merchant manteve contato com a Guarda Revolucionária Islâmica; criminoso pode pegar prisão perpétua

Asif Merchant
Asif Merchant, criminoso paquistanês que planejou matar Donald Trump, Joe Biden e Nikki Haley | Foto: Reprodução/Redes sociais

Os Estados Unidos condenaram o paquistanês Asif Merchant por participação em um plano para assassinar o presidente Donald Trump. O Departamento de Justiça norte-americano divulgou a decisão nesta sexta-feira, 6, e afirmou que o esquema também mencionava o ex-presidente Joe Biden e a ex-embaixadora Nikki Haley.

Segundo os investigadores, Merchant tentou montar uma rede dentro dos EUA para executar o atentado. A acusação sustenta que o projeto atendia a interesses ligados ao Irã e buscava vingança pela morte do general islâmico Qassem Soleimani. Ele foi abatido por forças norte-americanas em 2020, durante o primeiro mandato de Trump.

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Como resultado, a Justiça enquadrou o paquistanês nos crimes de “assassinato por encomenda e tentativa de cometer um ato de terrorismo que transcende as fronteiras nacionais”. De acordo com a agência Associated Press, ele pode pegar prisão perpétua.

A procuradora-geral Pam Bondi comentou o caso em nota oficial. “Este homem desembarcou em solo americano com a intenção de matar o presidente Trump”, escreveu. “Em vez disso, deparou-se com a força das forças de segurança americanas.”

O julgamento ocorreu em Nova York, no bairro do Brooklyn. A etapa judicial começou poucos dias antes de Trump autorizar a ofensiva militar contra o Irã — que, inclusive, resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei.

Merchant admite contato com forças iranianas

Durante a audiência, Merchant reconheceu que manteve contato com integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica. No entanto, ele alegou que agiu sob pressão para proteger familiares que vivem em Teerã.

O paquistanês afirmou ainda que nunca recebeu uma ordem direta para executar uma pessoa específica. Mesmo assim, relatou que um interlocutor iraniano mencionou três nomes durante conversas realizadas na capital do país.

+ Leia também: “Israel lança nova ofensiva contra Beirute e Teerã”

A investigação avançou quando um indivíduo procurado por Merchant em abril de 2024 comunicou o plano às autoridades norte-americanas e passou a colaborar como informante. Agentes federais prenderam o paquistanês ainda naquele ano.

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