O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou seis pessoas e sete empresas por improbidade administrativa relacionada ao acidente ocorrido em 2007 no canteiro de obras da Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô, na capital paulista. Na ocasião, uma cratera de 80 metros de diâmetro se abriu no canteiro de obras, resultando na morte de sete pessoas.
O juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública da capital, impôs sanções às seis pessoas, incluindo a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por 5 anos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios por 5 anos.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
As sete empresas condenadas, incluindo as construtoras da obra, devem pagar multa civil e estão proibidas de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios por 5 anos. Conforme a decisão, os condenados também são obrigados a:
- ressarcir a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) em R$ 6,5 milhões;
- pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 232 milhões; e
- compensar danos patrimoniais difusos em R$ 1,2 milhão.
Cabe recurso aos réus condenados.
Acidente na Linha Amarela do Metrô

Na decisão, o juiz considerou que os indícios de irregularidades na condução da obra forma comprovados e ressaltou que as perfurações foram realizadas em um local já fragilizado, sem a colocação imediata dos suportes de sustentação, tornando o procedimento perigoso, negligente e expondo o local ao risco de colapso.
+ Foto mostra buraco onde bandidos fugiram do Presídio Federal de Mossoró
O acidente ocorreu em 12 de janeiro de 2007, quando uma cratera de aproximadamente 80 metros de diâmetro se abriu. Além dos feridos, sete pessoas perderam a vida. A Linha 4-Amarela foi inaugurada em 2010, com 12,8 quilômetros de extensão e 11 estações, ligando a Estação da Luz, no centro de São Paulo, ao bairro da Vila Sônia, na zona oeste.
Leia também: “Tarcísio de Freitas reinaugura escola que foi destruída pela chuva em São Sebastião”






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.