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Justiça de Israel prorroga prisão de brasileiro capturado em flotilha

Thiago Ávila e ativista espanhol ficam detidos até terça-feira para interrogatórios sobre elos com grupos terroristas

Ativista brasileiro acusado de assédio israel flotilha
Thiago Ávila foi candidato a deputado federal em 2022 | Foto: Reprodução: Instagram/ @thiagoavilabrasil

A justiça de Israel decidiu manter o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol Saif Abu Keshek presos por mais dois dias. A prorrogação atende a um pedido das autoridades, que exigem mais tempo para interrogar a dupla. A Marinha interceptou os dois na última semana, logo que eles tentavam furar o bloqueio naval na Faixa de Gaza com a “Flotilha Global Sumud”.

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O juiz Amit Yariv assinou a decisão neste domingo, 3. Ele afirmou que relatórios sigilosos mostram suspeitas reais e risco à segurança pública. O magistrado entendeu que a libertação agora prejudicaria as investigações. Ávila e Keshek são os únicos do grupo de 170 ativistas levados para solo israelense; os demais foram deportados para a Grécia.

Acusações de terrorismo

Israel acusa o brasileiro e o espanhol de crimes graves cometidos em tempo de guerra. A investigação foca no fornecimento de serviços e transferência de bens para organizações terroristas. Segundo o jornal The Times of Israel, o governo israelense também aponta suspeitas de contato com agentes estrangeiros e auxílio direto ao inimigo.

A defesa dos ativistas nega qualquer crime. Os advogados dizem que o objetivo da viagem era apenas entregar comida e remédios para civis. Eles sustentam que Israel não tem direito de prender estrangeiros em águas internacionais. O grupo Adalah, que auxilia os presos, afirma que as acusações são uma retaliação política contra o ativismo.

Pressão diplomática

Brasil e Espanha reagiram à continuidade da prisão com uma nota conjunta. Os dois países consideram a detenção ilegal e exigem a soltura imediata dos cidadãos. O governo espanhol rejeitou especificamente as acusações de que Saif Abu Keshek teria ligação com o terrorismo.

Os detidos afirmam que sofreram violência no trajeto para a prisão de Shikma. O brasileiro relatou ter ficado vendado, algemado e isolado logo que foi capturado pela Marinha. Israel insiste que o bloqueio a Gaza é legal e necessário para barrar o contrabando de armas para o Hamas. Novas sessões de interrogatório devem ocorrer antes da decisão de terça-feira.

Leia também: “Guarda Revolucionária do Irã ameaça ‘expulsar’ forças dos EUA do Golfo Pérsico”

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3 comentários
  1. Berman
    Berman

    Podem deixar este brasileiro preso e jogar fora a chave da cadeia.

  2. David S
    David S

    Se esses vagabundos arrumassem algo mais útil para fazer na vida, certamente que o mundo seria menos poluído…..

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