Um tribunal de apelações da Coreia do Sul aumentou para sete anos a pena de prisão do ex-presidente Yoon Suk Yeol. A Corte tomou a decisão nesta quarta-feira, 29, ao revisar a condenação anterior por obstrução de Justiça e demais crimes.
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Yeol já havia recebido pena de cinco anos em janeiro, em primeira instância. O novo julgamento ampliou a punição ao reconhecer outras infrações atribuídas ao ex-chefe de Estado.
Os magistrados concluíram que Yeol mobilizou o serviço de segurança presidencial para dificultar sua prisão. O tribunal também o responsabilizou por falsificação de documentos oficiais e por ignorar exigências legais no processo de decretação da Lei Marcial. Em resposta, os advogados anunciaram que vão recorrer à Suprema Corte do país.
Condenações e processos contra Yeol
O ex-presidente responde a uma série de ações judiciais desde que perdeu o cargo. Ele enfrenta oito processos diferentes e permanece preso desde julho. Em fevereiro, outro julgamento resultou em condenação à prisão perpétua, sob acusação de liderar uma insurreição ligada à mesma crise política. Promotores chegaram a pedir pena capital nesse caso.
A crise começou em dezembro de 2024, quando Yeol anunciou a imposição de Lei Marcial em pronunciamento noturno. Poucas horas depois, parlamentares derrubaram o decreto em votação unânime.
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Autoridades prenderam Yeol em janeiro de 2025. Em abril, ele deixou a Presidência. Lee Jae-myung, que liderou a oposição à Lei Marcial, venceu as eleições gerais realizadas em junho e assumiu o comando do país.
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