publicidade
Mundo

Justiça francesa condena grupo por assédio virtual contra Brigitte Macron

Réus espalharam boatos sobre o sexo biológico da primeira-dama, decidiu tribunal de Paris

Ela defendeu que a reação judicial sirva de exemplo para ajudar adolescentes vítimas de assédio | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Justiça de Paris condenou nesta segunda-feira, 5, dez pessoas por assédio cibernético contra Brigitte Macron. Segundo o tribunal, os réus, oito homens e duas mulheres, divulgaram informações falsas sobre o sexo biológico da primeira-dama da França. A sentença inclui até oito meses de prisão.

O grupo publicou mensagens nas redes sociais alegando que Brigitte teria nascido homem, com o nome Jean-Michel Trogneux — nome semelhante ao de seu falecido irmão, Jean-Claude Trogneux.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Os réus também exploraram a diferença de quase 25 anos entre ela e o presidente Emmanuel Macron, sugerindo uma relação comparável à pedofilia. Macron tinha apenas 15 anos quando começou a se relacionar com Brigitte, sua professora de teatro à época, que tinha 39.

A sentença representa uma vitória judicial para o casal presidencial, que também processa a influenciadora Candace Owens por difamação nos Estados Unidos. Owens repetiu as alegações em seu podcast, o que motivou outra frente de contestação jurídica por parte da família francesa.

Brigitte afirmou que os ataques on-line persistiram ao longo dos anos. Em entrevista à TF1, neste domingo, 4, ela disse que os autores do assédio virtual invadiram seu site fiscal e modificaram seus dados pessoais. “Uma certidão de nascimento não é nada”, disse. “É um pai ou uma mãe que vai declarar seu filho, que diz quem ele é ou quem ela é. Quero ajudar os adolescentes a lutar contra o assédio e, se eu não der o exemplo, será difícil.”

Brigitte oscila entre discurso e prática

Enquanto processava os autores das ofensas sofridas, Brigitte ofendeu o movimento feminista, que se apresenta como defensor da igualdade entre homens e mulheres — bandeira que Macron incorporou ao discurso oficial de governo.

Em 2017, no Palácio do Eliseu, o presidente classificou essa pauta como parte de uma “batalha cultural” para transformar uma sociedade “doente pelo sexismo”.

+ Leia também: “Brigitte Macron afirmou que não se arrepende de ter chamado feministas de ‘vadias estúpidas'”

Em novembro de 2025, a primeira-dama se irritou com um protesto feminista durante um show de humor e insultou as militantes com a expressão sales connes, termo que pode ser traduzido como “vadias sujas”.

Ela assistia a uma apresentação do comediante Ary Abittan em um teatro de Paris quando foi surpreendida pelo coletivo NousToutes. No dia seguinte, encontrou-se com Abittan nos bastidores de outro espetáculo e comentou o protesto com xingamentos às militantes.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.