O novo julgamento sobre a morte do ex-jogador Diego Maradona, adiado por decisões anteriores da Justiça, está marcado para o dia 17 de março de 2026. O processo, que vai ocorrer em um tribunal de Buenos Aires, prevê três sessões por semana e contará com uma lista reduzida de cerca de 90 testemunhas. O anúncio foi confirmado na terça-feira 2, durante audiência preliminar.
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O tribunal decidiu aceitar a diminuição do número de testemunhas, proposta pela acusação. Contudo, ainda será necessário consenso com a defesa, o que ocorrerá reservadamente. O juiz Alberto Gaig informou que a seleção das provas e testemunhos não afetará a data de início das audiências.
O que diz a defesa dos réus
Durante a audiência, advogados dos sete réus, todos profissionais de saúde acusados de homicídio doloso, solicitaram a anulação do processo. Eles alegaram que seus clientes não poderiam ser julgados novamente pelo mesmo crime. Argumentos semelhantes são analisados pelo Tribunal de Apelações.

A primeira tentativa de julgamento foi interrompida em maio, depois que se revelou o envolvimento de um dos juízes na produção não autorizada de um documentário sobre o caso. Isso motivou a destituição da juíza Julieta Makintach em novembro e o cancelamento de mais de 20 sessões e 44 depoimentos.
Cosme Iribarren, promotor do caso, explicou que as pendências entre defesa e acusação serão resolvidas sem afetar o cronograma estipulado. Os magistrados rejeitaram os pedidos para suspender a audiência preliminar e optaram por manter o andamento regular do processo.
Filha de Maradona celebra o andamento do processo
Dalma Maradona, filha do ex-jogador, celebrou o avanço do caso. “Apesar de todas as tentativas de impedir, você tem data para o julgamento”, afirmou no Instagram. “Continuaremos lutando e enfrentaremos tudo o que vier para que você tenha a justiça que merece.”
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Além dos sete profissionais acusados de envolvimento na morte de Maradona, uma oitava pessoa responderá em processo separado. O ex-jogador da seleção da Argentina morreu aos 60 anos, vítima de crise cardiorrespiratória e edema pulmonar, enquanto se recuperava de uma cirurgia cerebral sob cuidados domiciliares.
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