A decisão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP) de encerrar o convênio com a Universidade de Haifa, em Israel, contraria a própria essência da instituição israelense e da cidade onde ela se situa, segundo o presidente da Universidade de Haifa no Brasil, Avi Gelberg.
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“As universidades israelenses sempre foram plurais, falo da Universidade de Haifa, por exemplo, onde 40% dos estudantes, dos professores, dos pesquisadores são muçulmanos”, disse, em junho, a Oeste.
Gelberg, nascido em Haifa, afirma que cresceu brincando ao lado de árabes
“Judeus e árabes vivem integrados lá, sempre falo isso, eu jogava bola com os palestinos, tenho amigos palestinos até hoje, sempre nos demos muito bem, sem existência de conflito.”
Em Israel, a população árabe é de cerca de 20%, 2 milhões de pessoas. Gelberg faz um desafio.
“Se eles [árabes de Israel] receberem uma passagem gratuita para se mudarem, com todas as despesas pagas, para qualquer país muçulmano da região, eles vão recusar”, afirma. “Eles consideram que, para eles viverem, não há melhor país do que Israel.”
Vereadora questiona rompimento com Universidade de Haifa
Nesta sexta-feira, 24, a vereadora Cris Monteiro (NOVO) protocolou um ofício direcionado ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e à Controladoria-Geral do Estado (CGE), Jorge Lima, no qual ela solicita a apuração sobre a decisão da FFLCH-USP.
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Segundo a parlamentar, a medida aparenta ter motivação política, e não acadêmica, o que pode causar prejuízos diretos a alunos e pesquisadores brasileiros envolvidos em programas de intercâmbio e cooperação científica.
“Romper esse convênio por motivações ideológicas é um retrocesso que prejudica estudantes e a própria reputação acadêmica da USP”, declarou Cris.
“A parceria com a Universidade de Haifa sempre foi voltada à produção científica e à cooperação entre pesquisadores. Decisões dessa natureza enfraquecem o papel da universidade como espaço de troca de conhecimento e de diálogo internacional.”
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Isso aí é o retrato caótico das universidades brasileiras aparelhadas não apenas pela ideologia da esquerda mas principalmente, pela ideologia da burrice, vom o perdão da redundância.