Uma jornalista italiana denunciou, nesta sexta-feira, 12, a expulsão de uma embarcação da expedição Global Sumud Flotilla (GSF), que seguia rumo à Faixa de Gaza, em meio à guerra entre Israel e o Hamas.
Francesca Del Vecchio, repórter do La Stampa, disse ao jornal que foi classificada como “jornalista perigosa” e retirada do barco, onde estava “para cobrir a missão, suas luzes e sombras”.
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“Eu esperava poder fazer o que minha profissão exige: observar e reportar”, escreveu Del Vecchio. “Sem domesticar. Nem ser domesticada. Não era possível. Ser expulsa, no entanto, me lembrou de algo, sobre o papel do jornalismo: quando um olhar é desviado, por não ser considerado ‘útil para o propósito’, uma oportunidade é perdida.”
A GSF tenta romper o bloqueio de Gaza supostamente para entregar suprimentos. A flotilha recebeu o apoio de delegações de 44 países, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg e a política de esquerda portuguesa Mariana Mortágua. Militantes brasileiros do Psol também embarcaram.

Celulares recolhidos e revista corporal em expedição rumo a Gaza
A jornalista recebeu o convite de um ativista, em agosto, para acompanhar a flotilha. Segundo ela, ao chegar a Catânia, “ponto de partida da expedição italiana e do treinamento dos participantes”, todos tiveram de entregar seus celulares e passar por “uma revista corporal”.
Del Vecchio afirmou que os organizadores justificaram os procedimentos “por motivos de segurança”. Ela contou que, no início do curso, havia outros jornalistas no local com câmeras e filmadoras.
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“No final da sessão, perguntei se havia alguma objeção à minha cobertura”, relatou. “Disseram-me que não, desde que eu não entrasse em detalhes.” Depois disso, no entanto, os organizadores não permitiram mais a participação dela nas conversas em grupo.
Em seguida, Francesca recebeu uma ligação de um membro do Conselho de Administração. “Ele me contou sobre a decisão de me mandar embora por revelar ‘informações sensíveis’ que poderiam comprometer a segurança da missão”, continuou a jornalista. “Fiquei incrédula.”
No dia seguinte, a repórter conversou pessoalmente com a porta-voz da delegação italiana do Movimento Global em Gaza, Maria Elena Delia, que teria concordado em manter o diálogo. A jornalista, então, acreditou que o impasse estava resolvido, mas um ativista a abordou e afirmou que não poderia mais confiar nela. “Você é uma jornalista perigosa, você contou ao mundo onde nosso curso está sendo realizado”, ele teria dito.
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Porque a “frotilha” ridícula não vai levar comida e assistência para os pobres Norte Coreanos ??? Os terroristas de Gaza estão atirando nas pernas de mulheres e crianças para que não possam evacuar de locais que Israel informa que vai atacar (uma ética que não existe em nenhum exercito do Mundo) para que essas mulheres e crianças permaneçam como escudo humano dos covardes do Hamas. Que Israel neutralize ate o ultimo terrorista covarde.
…Quanto a frotilha? Que se esbaldem de selfies no Mediterrâneo…