O Japão reativou a usina de Kashiwazaki-Kariwa, a maior central nuclear do mundo, nesta segunda-feira, 9. A unidade, localizada na região de Niigata, retomou as operações às 14h, do horário local, depois de uma tentativa frustrada em janeiro por causa de uma falha em um alarme. A empresa Tokyo Electric Power Company (Tepco) confirmou o reinício das atividades mesmo diante de protestos de manifestantes em frente à sede da companhia.
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A instalação permanecia inativa desde 2011, quando o governo japonês desativou todas as centrais nucleares do país por causa do terremoto e do tsunami que danificaram os reatores de Fukushima. A reativação marca uma mudança na política energética do país, que busca agora reduzir a dependência de combustíveis fósseis e alcançar a neutralidade de carbono. A demanda crescente por eletricidade para sustentar centros de dados de inteligência artificial também impulsionou a decisão.
Fortalecimento político e econômico do Japão
A primeira-ministra Sanae Takaichi defende o uso da energia nuclear como ferramenta para impulsionar a economia japonesa. A retomada das atividades da usina ocorre um dia depois de Takaichi conquistar uma vitória eleitoral contundente. O Partido Liberal Democrático, liderado pela governante, garantiu a maioria absoluta na Câmara ao conquistar 316 assentos, superando os 233 necessários para o controle da Casa.
A vitória nas urnas deu o respaldo político necessário para que o governo avançasse com o plano de retomada atômica. A Tepco realizou inspeções rigorosas de segurança nos últimos meses para garantir que a unidade de Kashiwazaki-Kariwa opere sob novos protocolos de resistência a desastres naturais. O Japão planeja reativar outros reatores gradualmente para garantir a estabilidade do sistema elétrico nacional nos próximos anos.
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