O Ministério das Relações Exteriores realizou, na manhã desta segunda-feira, 6, uma nova visita consular aos brasileiros detidos em Israel. Os ativistas foram interceptados pela Marinha israelense quando seguiam em uma flotilha rumo à Faixa de Gaza. Porém, ainda não há previsão de soltura.
O Itamaraty não divulgou detalhes sobre a visita. Na sexta-feira 3, representantes da Embaixada do Brasil em Tel-Aviv visitaram a unidade prisional onde estão os brasileiros. Segundo a delegação, todos aparentavam bom estado de saúde.
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A Flotilha Global Sumud, formada por civis, tinha o objetivo de romper o bloqueio marítimo e ir em direção a Gaza para, supostamente, entregar mantimentos. A Marinha de Israel, no entanto, interceptou as embarcações na quarta-feira 1º e transferiu os 14 brasileiros presentes para um porto no país.
Deputada e ativista seguem presos em Israel
Os brasileiros foram para um centro de detenção em Ketziot, no sul de Israel, próximo à fronteira com o Egito. Entre eles estão a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e o ativista Thiago Ávila.
A organização da flotilha alega que, até sexta-feira 3, os participantes estavam privados de tratamento médico e medicamentos.
Durante audiência na Corte israelense, no sábado 4, Ávila afirmou que deixaria de beber água até que fossem entregues remédios essenciais à comitiva. Além disso, no domingo 5, o perfil de Ávila publicou que ele e outros três ativistas também fariam greve de fome enquanto permanecessem “ilegalmente presos”.
Processo de deportação
Desde a interceptação, cerca de 137 ativistas foram deportados, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Turquia. O governo israelense ofereceu aos detidos a opção de assinar um documento para acelerar a deportação.
Cinco brasileiros manifestaram interesse em assinar o termo. Um deles, o professor e militante do Psol Nicolas Calabrese, deve chegar ao Brasil nesta segunda-feira.
Por outro lado, os brasileiros que não aceitaram a deportação devem enfrentar processo judicial. A deputada Luizianne Lins está entre os que recusaram o acordo.
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Deixem esses vermes presos. Não servem pra nada mesmo.