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Israel suspende estado de emergência em vilas perto de Gaza

A medida durou quase dois anos; até a ordem, restrição seguia vigente apenas em regiões do sul do país

Israel
Bandeira de Israel | Foto: Reprodução/Flickr

Depois de quase dois anos, Israel encerrou o estado de emergência em áreas próximas à Faixa de Gaza, medida adotada desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

O ministro da Defesa, Israel Katz, comunicou nesta segunda-feira, 27, a suspensão, seguindo recomendação do Exército israelense, e destacou que a decisão reflete mudanças no cenário de segurança do sul do país.

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O estado de emergência, que seguia vigente apenas nas regiões sulinas, concedia ao Comando da Frente Interna das Forças Armadas poderes para limitar aglomerações, interditar áreas e fechar escolas, além de autorizar restrições à circulação e remoção de materiais perigosos.

Implantada em todo o território israelense naquele outubro, a norma gradualmente passou a vigorar somente até 80 quilômetros da fronteira com Gaza.

Transição para controle civil e retorno dos moradores de Israel

Com a medida, que entra em vigor na terça-feira 28, não haverá mais estado de emergência ativo em Israel, transferindo novamente às autoridades civis a responsabilidade sobre o cotidiano local. Moradores deslocados depois dos ataques já estão autorizados a retornar para suas casas nessas comunidades.

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O atual cessar-fogo entre Israel e Hamas, resultado de negociações mediadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está em vigor desde 10 de outubro. Representantes norte-americanos, como o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, estiveram recentemente em Jerusalém para pressionar pela manutenção do acordo.

Cessar-fogo, reféns e negociações internacionais

Reféns Hamas entrega Trump
Campanha pelo retorno de todos os corpos prossegue em Israel | Foto: Reprodução/Bring Them Home Now

A devolução de reféns vivos e mortos integra a primeira etapa do pacto, mas 13 corpos continuam em Gaza. Israel acusa o Hamas de atrasar a liberação e afirma que o grupo terrorista mente sobre as dificuldades logísticas, enquanto os militantes alegam que precisam de equipamentos pesados para localizar os restos sob escombros dos bombardeios.

O governo israelense autorizou, no domingo 26, a entrada de equipes da Cruz Vermelha e do Egito em Gaza, permitindo buscas por reféns mortos além da “linha amarela”, limite do recuo militar israelense na região, segundo o jornal Times of Israel.

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1 comentário
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

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