Depois de quase dois anos, Israel encerrou o estado de emergência em áreas próximas à Faixa de Gaza, medida adotada desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
O ministro da Defesa, Israel Katz, comunicou nesta segunda-feira, 27, a suspensão, seguindo recomendação do Exército israelense, e destacou que a decisão reflete mudanças no cenário de segurança do sul do país.
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O estado de emergência, que seguia vigente apenas nas regiões sulinas, concedia ao Comando da Frente Interna das Forças Armadas poderes para limitar aglomerações, interditar áreas e fechar escolas, além de autorizar restrições à circulação e remoção de materiais perigosos.
Implantada em todo o território israelense naquele outubro, a norma gradualmente passou a vigorar somente até 80 quilômetros da fronteira com Gaza.
Transição para controle civil e retorno dos moradores de Israel
Com a medida, que entra em vigor na terça-feira 28, não haverá mais estado de emergência ativo em Israel, transferindo novamente às autoridades civis a responsabilidade sobre o cotidiano local. Moradores deslocados depois dos ataques já estão autorizados a retornar para suas casas nessas comunidades.
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O atual cessar-fogo entre Israel e Hamas, resultado de negociações mediadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está em vigor desde 10 de outubro. Representantes norte-americanos, como o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, estiveram recentemente em Jerusalém para pressionar pela manutenção do acordo.
Cessar-fogo, reféns e negociações internacionais

A devolução de reféns vivos e mortos integra a primeira etapa do pacto, mas 13 corpos continuam em Gaza. Israel acusa o Hamas de atrasar a liberação e afirma que o grupo terrorista mente sobre as dificuldades logísticas, enquanto os militantes alegam que precisam de equipamentos pesados para localizar os restos sob escombros dos bombardeios.
O governo israelense autorizou, no domingo 26, a entrada de equipes da Cruz Vermelha e do Egito em Gaza, permitindo buscas por reféns mortos além da “linha amarela”, limite do recuo militar israelense na região, segundo o jornal Times of Israel.
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