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Israel pode ficar sem interceptadores de mísseis em até 12 dias

Autoridades dos EUA alertam para um possível esgotamento do sistema Arrow, se os ataques iranianos continuarem no ritmo atual

Bombardeio do Irã no norte de Israel
Bombardeio do Irã no norte de Israel - 14/06/2025 | Foto: Reprodução

A possibilidade de Israel ficar sem interceptadores de mísseis do sistema Arrow (flecha, em tradução do inglês) nos próximos 10 a 12 dias preocupa autoridades norte-americanas, caso o ritmo dos ataques do Irã permaneça constante. A informação foi revelada por uma fonte dos Estados Unidos ao Wall Street Journal na quarta-feira 18.

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O Departamento de Defesa dos EUA já monitorava o problema há meses e, depois de bombardeios israelenses no Irã em 12 de junho, reforçou o envio de equipamentos antimísseis para o aliado no Oriente Médio. O sistema Arrow, essencial para a proteção contra mísseis balísticos de longo alcance, representa a última barreira defensiva do país.

Funcionamento das camadas de defesa de Israel

Domo de Ferro de Israel abate 50 foguetes do Hezbollah
Escalada de ataques no Oriente Médio preocupa autoridades | Foto: Divulgação/Fotos Públicas

Segundo o Ministério da Defesa de Israel, o sistema é dividido em três camadas: o Domo de Ferro, que retém ameaças de curto alcance e protege áreas urbanas com eficiência de 90%; a Funda de Davi, destinada a mísseis e foguetes de médio alcance; e os Arrow 2 e 3, que neutralizam mísseis balísticos, inclusive armados com ogivas não convencionais.

O Arrow 3 opera fora da atmosfera, acima de 100 km de altitude, e tem precisão para interceptar até mísseis hipersônicos. Cada míssil desse sistema custa entre US$ 3,5 milhões e US$ 4 milhões, o que torna o reabastecimento caro e logisticamente complexo.

Apesar de ter produção em território israelense, o Arrow depende da cooperação tecnológica e industrial norte-americana, sobretudo com a Boeing. Fontes da inteligência de Israel sugerem que o Irã possui aproximadamente 2 mil mísseis capazes de atingir o país a distâncias de até 1,9 mil km.

Leia também: “Defensor do Hamas”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 273 da Revista Oeste

Os militares israelenses relatam que, desde o início do confronto, cerca de 400 mísseis iranianos foram lançados e 120 já foram destruídos em ataques. De acordo com o jornal Marker, os custos diários para manter o sistema antimíssil chegam a 1 bilhão de shekels, valor equivalente a R$ 1,5 bilhão.

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