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Israel intercepta míssil do Houthi, e Trump ameaça aplicar sanções ao Irã

Forças israelenses derrubam projétil lançado do Iêmen; tensão no Oriente Médio se intensifica com operação dos EUA contra grupo rebelde

Mísseis balísticos voam no céu. Visto de Tel-Aviv, Israel, em 1º de outubro de 2024 | Foro: Reuters/Ammar Awad

As forças de Israel identificaram e interceptaram um míssil disparado do Iêmen na manhã desta quinta-feira, 20, horário local. O ataque ocorre em meio ao aumento das hostilidades com o Houthi e ao reforço das ameaças de sanções ao Irã pelo presidente Donald Trump, que responsabiliza Teerã pelo apoio ao grupo.

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Relatos da polícia de Israel revelam que sirenes de alerta foram acionadas em Tel-Aviv e Jerusalém no momento do lançamento. De acordo com comunicado oficial das Forças Armadas israelenses, a Força Aérea conseguiu neutralizar a ameaça antes que ela cruzasse a fronteira do país.

Houthi assume autoria e promete novos ataques contra Israel

O grupo rebelde Houthi reivindicou a autoria do ataque e afirmou que o alvo era o Aeroporto Ben Gurion, próximo a Tel-Aviv. Em pronunciamento televisionado, o porta-voz militar do Houthi declarou que as ofensivas serão intensificadas e incluirão novos ataques contra Israel, como retaliação às operações militares dos Estados Unidos.

Desde o último sábado, 15, os militares norte-americanos iniciaram uma grande ofensiva contra os houthis e alegaram que a ação responde aos frequentes ataques do grupo contra embarcações no Mar Vermelho. Essa iniciativa representa a maior mobilização dos EUA no Oriente Médio desde o início da administração Trump.

Trump mira o Irã e aumenta pressão internacional 

Trump alertou para o fato de que o Irã será responsabilizado por qualquer nova investida do Houthi. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana negou envolvimento direto e afirmou que os houthis agem de maneira independente.

Na última terça-feira, 18, os houthis anunciaram ter lançado um míssil balístico contra Israel e prometeram ampliar o alcance de seus ataques nos próximos dias. Segundo o grupo, a ação é uma resposta aos recentes bombardeios israelenses na Faixa de Gaza.

Desde o final de 2023, quando a guerra entre Israel e Hamas teve início, os houthis já executaram mais de cem ataques contra navios comerciais e justificaram as ações como atos de solidariedade à causa palestina. Essas ofensivas prejudicaram o comércio global e levaram os Estados Unidos a iniciarem uma operação militar para conter a ameaça.

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