A nova ofensiva de Israel no Líbano, nesta quarta-feira, 8, matou mais de 250 terroristas. Autoridades israelenses classificaram a ação como a maior onda de bombardeios contra o Hezbollah desde o início do conflito. Os ataques atingiram a capital, Beirute, e outras áreas, sobretudo no sul do país.
Segundo as Forças de Defesa de Israel, mais de cem centros de comando e instalações militares foram alvo. O Exército também informou a morte de um comandante relevante do grupo terrorista.
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Em comunicado, os militares afirmaram que a infraestrutura atingida estaria inserida em áreas civis, o que, segundo Israel, indicaria o uso de escudos humanos pelo Hezbollah.
A escalada de Israel
O ataque ocorreu em meio a divergências sobre a inclusão do Líbano no cessar-fogo mediado entre Irã e Estados Unidos. Horas antes dos bombardeios, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu negou que o Líbano integrasse o acordo. A trégua prevê suspensão temporária de ações militares por duas semanas.
A inclusão do Líbano havia sido mencionada pelo Paquistão, que participou da mediação. O governo norte-americano, no entanto, sustenta que o país não faz parte do entendimento.
Em nota, o gabinete de Netanyahu afirmou que Israel apoia a decisão de suspender ataques contra o Irã, desde que haja abertura do Estreito de Ormuz e interrupção de ofensivas contra aliados na região.
A guerra continua
Depois dos bombardeios, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou romper o acordo de paz. A mídia estatal iraniana informou que a Guarda Revolucionária prometeu retaliar Israel e já identifica possíveis alvos.
A Organização das Nações Unidas condenou os ataques e pediu que as partes retomem canais diplomáticos. O organismo defendeu a interrupção imediata das hostilidades.
O Hezbollah afirmou que tem o “direito” de responder às ações militares. Em comunicado, o grupo declarou que os ataques reforçam sua legitimidade para reagir e resistir à ofensiva israelense.
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