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Israel diz ter matado cientista nuclear iraniano em ataque

Netanyahu ameaça novo líder supremo do Irã enquanto Trump afirma que EUA estão 'destruindo totalmente' a teocracia islâmica

Benjamin Netanyahu
Netanyahu declarou que os ataques também buscam impedir que o regime iraniano transfira projetos nucleares e balísticos para instalações subterrâneas | Foto: Alan Santos/Agência Brasil

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira, 12, que ataques israelenses mataram um importante cientista nuclear iraniano durante a ofensiva contra o país.

Netanyahu declarou que os ataques também buscam impedir que o regime iraniano transfira projetos nucleares e balísticos para instalações subterrâneas. Para o premiê israelense, a movimentação poderia dificultar futuras ações militares contra o programa nuclear do país.

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Durante conversa com jornalistas, Netanyahu também fez uma ameaça direta à liderança iraniana. “Eu não faria nenhum seguro de vida para esses líderes”, afirmou.

Israel intensificou a ofensiva militar contra alvos ligados ao programa nuclear do Irã nas últimas semanas. O governo israelense sustenta que Teerã mantém atividades destinadas à produção de armas nucleares. Autoridades iranianas, por outro lado, afirmam que o programa nuclear do país possui finalidade civil.

Trump diz que regime iraniano está sendo destruído

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou os ataques em publicação nas redes sociais. Ele afirmou que Washington atua ao lado de Israel na ofensiva contra o Irã. “Estamos destruindo totalmente o regime terrorista do Irã, militar, econômica e de todas as outras formas”, escreveu Trump.

Os Estados Unidos apoiam Israel na operação militar iniciada em 28 de fevereiro contra o território iraniano. A ofensiva ampliou a tensão no Oriente Médio.

Novo líder supremo convoca população para resistir

Em resposta aos ataques, o aiatolá Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, convocou a população a permanecer firme contra o que chamou de inimigo.

Em mensagem divulgada em seu canal oficial, Khamenei afirmou que o país estuda ampliar o confronto caso a guerra continue. “Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável”, afirmou.

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O líder iraniano também confirmou que o Estreito de Ormuz permanece fechado. A região representa uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

O estreito está bloqueado desde 28 de fevereiro, quando EUA e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. A interrupção da rota preocupa o mercado internacional de energia e aumenta a pressão sobre os preços globais do petróleo.

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A escalada do conflito também pressiona o mercado de energia. O petróleo fechou a semana em alta, com investidores atentos à guerra no Irã e aos riscos para o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O barril do Brent encerrou nesta sexta-feira, 13, a US$ 103,14, enquanto o WTI terminou a US$ 98,71. No acumulado da semana, os contratos registraram altas de cerca de 11% e 8%, respectivamente, em meio a temores de interrupção no transporte global de energia.

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