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Israel ataca fábrica de drones do Hezbollah no Líbano

Ataque ocorreu durante cessar-fogo que vigorava desde novembro; o Exército israelense disse que o país vizinho violou acordo

Israel Hezbollah
Israel atacou fábrica de drones do Heabollah no Líbano | Foto: Reprodução/Redes sociais

As Forças de Defesa de Israel (FDI) atacaram nesta quinta-feira, 5, uma fábrica de drones do grupo terrorista Hezbollah em Beirute, no Líbano.

Em comunicado, o Exército israelense afirmou que a ação se concentrou em instalações subterrâneas e em uma oficina do grupo libanês, que seriam utilizadas para fabricar veículos aéreos não tripulados.

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“A unidade aérea do Hezbollah, apoiada pelo Irã, lançou mais de mil drones em direção a Israel durante a guerra”, afirmaram as FDI. “Esses locais, usados ​​para produzir e armazenar drones para fins terroristas, estavam localizados em áreas civis — outro exemplo do uso cínico de civis como escudos humanos pelo Hezbollah.”

O Exército também informou que, antes dos ataques aos alvos no Líbano, foram tomadas medidas para mitigar o risco de ferir civis. Moradores da região receberam alertas para evacuar a área antes do bombardeio.

Dahieh, região atingida, é reconhecida como um dos redutos do Hezbollah e figura entre as zonas mais populosas do Líbano. Até o momento, não há confirmação sobre vítimas nem o tamanho dos prejuízos.

Alvo estratégico de Israel: a Unidade 127 do Hezbollah

As FDI informaram que a ofensiva visou a Unidade 127, setor aéreo do Hezbollah. O comunicado militar relatou que “identificou que a unidade aérea do Hezbollah está trabalhando para produzir milhares de drones, sob a orientação e financiamento de oficiais terroristas iranianos”.

A justificativa apresentada por Israel é que as atividades do Hezbollah violam o cessar-fogo firmado em novembro, com intermediação dos Estados Unidos, com o objetivo de encerrar hostilidades na fronteira norte.

Pelo entendimento, o Hezbollah deveria se desarmar, e Israel precisaria se retirar do sul do Líbano. A operação recebeu autorização do ministro da Defesa, Israel Katz, e do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Katz declarou que orientou a ação militar “a atacar e destruir edifícios usados pela organização terrorista Hezbollah para fabricar e armazenar drones no coração do distrito de Dahieh, em Beirute”, segundo o Times of Israel.

Depois do ataque terrorista do Hamas contra Israel em outubro 2023, o Hezbollah intensificou ações contra alvos militares e civis no norte israelense, em apoio ao grupo palestino nos confrontos na Faixa de Gaza.

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