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Irã recruta crianças para atuarem na linha de frente

Teerã oficializa programa de voluntariado para menores a partir de 12 anos

Membros da milícia Basij no Irã | Foto: Reprodução/Usip
Membros da milícia Basij no Irã | Foto: Reprodução/Usip

O governo do Irã deflagrou uma nova ofensiva de mobilização que coloca menores de idade em funções de risco direto.

De acordo com informações da agência Fars News, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica oficializou o recrutamento de “voluntários” com apenas 12 anos para integrarem os serviços de vigilância do país.

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O programa, batizado de “Combatentes Defensores da Pátria do Irã”, insere crianças em atividades de patrulhamento e operação de bloqueios viários em pontos estratégicos.

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Testemunhas relataram à emissora BBC a presença de jovens, alguns com armamento, que exercem papel de sentinela na capital e em diversos centros urbanos.

O alistamento ocorre prioritariamente em praças públicas e mesquitas vinculadas à milícia Basij, braço paramilitar que conta com aproximadamente 1 milhão de membros e atua na repressão de movimentos dissidentes.

Recentemente, postos de controle operados por esse grupo tornaram-se alvo de investidas militares de Israel.

Tragédia em Teerã expõe prática

A morte de Alireza Jafari, um menino de apenas 11 anos, deu visibilidade internacional ao emprego de crianças em zonas de conflito.

O garoto auxiliava o pai em um posto de controle da milícia Basij quando um bombardeio atingiu a unidade, em 11 de março.

Sadaf Monfared, mãe da vítima, confirmou ao periódico Hamshahri que a criança participava ativamente das patrulhas para garantir a proteção da capital.

O jornal atribuiu o óbito a um disparo executado por um drone israelense.

Questionadas sobre o episódio, as Forças de Defesa de Israel (FDI) comunicaram que a verificação do incidente depende do fornecimento de coordenadas geográficas precisas do local do ataque, o que ainda não aconteceu.

Rahim Nadali, integrante da Guarda Revolucionária, detalhou que a nova diretriz busca preencher lacunas na segurança interna com o uso de adolescentes.

Organizações internacionais de direitos humanos acompanham com cautela os desdobramentos dessa política, pois o uso de menores em funções militares viola convenções globais.

Com a conclusão da estrutura do programa nas mesquitas de Teerã, o regime espera ampliar a presença desses jovens defensores nas ruas para conter ameaças externas e internas.

Leia também: “Japão instala mísseis de longo alcance voltados para a China”

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1 comentário
  1. Rubem B.
    Rubem B.

    Ai vem o engracado dessa triste situacao… e facil de voce detectar esquerdista: defende os direitos de criancas, mulheres e etnias e generos somente em paises livers… se e’ em paises onde esses grupos REALMENTE precisam de suporte, desaparecem ou apoiam os ditadores locais, por conta da sua ideologia demoniaca. “idiotas uteis” segunda Lenin… “idiotas inuteis” segundo a humanidade. Cade a frotilha e tantos outros “valorosos” defensores de direitos “humanos” de esquerda??? Embaixo da cama escondidos? Nao… nao se importam… se nao tem impacto politico para manter seus Lideres Supremos no poder do seus paises, onde os servem como parasitas submissos.

    #esquerdistaescravodecorrupto

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