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Irã reabre o Estreito de Ormuz depois de cessar-fogo com o Líbano

A passagem, fundamental para o comércio global de petróleo, ficou aberta por tempo determinado, seguindo o acordo mediado e anunciado pelos Estados Unidos

Petróleo Foto satellitar do Estreito de Ormuz | Foto: divulgação
Foto do Estreito de Ormuz | Foto: Divulgação

O tráfego de navios comerciais voltou a ser liberado no Estreito de Ormuz, depois da formalização do cessar-fogo entre Líbano e Israel, que contou com a participação do Hezbollah. A passagem, fundamental para o comércio global de petróleo, ficou aberta por tempo determinado, seguindo o acordo mediado e anunciado pelos Estados Unidos.

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O presidente dos EUA declarou que o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, imposto ao Irã, permanecerá até o encerramento de todas as negociações referentes ao país. Segundo ele, “o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada”, disse em publicação oficial.

Cessar-fogo e reações de Israel

O anúncio do cessar-fogo foi realizado por Donald Trumpn na quinta-feira 16, depois de seis semanas de conflito que envolvem Israel e o Hezbollah. A trégua, prevista para durar dez dias, foi confirmada pelo presidente dos EUA em sua rede social. “Ambos querem ver a paz, acredito que isso acontecerá em breve”, escreveu Trump.

Mesmo com o acordo, autoridades israelenses afirmaram que operações militares no Líbano não cessariam imediatamente. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que “as manobras em terra no Líbano e os ataques contra o Hezbollah permitiram alcançar muitos alvos”, mas destacou que a operação “não terminou”.

Impactos do bloqueio e movimentação naval

Desde o começo do conflito, em 28 de fevereiro, centenas de embarcações, incluindo petroleiros, ficaram paradas na região. O bloqueio manteve cerca de 20 mil marinheiros confinados no Golfo Pérsico, segundo dados de agências internacionais. O Irã inicialmente bloqueou o estreito, o que afetou principalmente navios dos Estados Unidos e de Israel, mas a insegurança prejudicou também embarcações de outros países.

Na tentativa de controle da situação, Donald Trump determinou o bloqueio do estreito depois do fracasso das tratativas de paz. O Comando Central dos EUA detalhou no X que embarcações com destino ou origem no Irã poderiam ser inspecionadas e, caso transitassem sem autorização, estariam sujeitas a interceptação, desvio e apreensão.

Na quarta-feira 15, três petroleiros iranianos — Deep Sea, Sonia I e Diona — conseguiram deixar o Golfo com 5 milhões de barris de petróleo, depois do início do bloqueio dos EUA aos portos iranianos. A movimentação foi confirmada pela empresa Kpler, especializada em dados marítimos.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Omuz representa um ponto vital para o fluxo de petróleo, combustíveis e fertilizantes, conectando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo transportado por mar no mundo passava pela região, o que demonstra o impacto imediato de qualquer restrição à navegação.

Leia também: “Punição excessiva e impagável”, artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste

O regime de passagem pelo Estreito de Ormuz segue normas internacionais estabelecidas pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que asseguram travessia contínua, rápida e sem necessidade de autorização prévia para navios civis e militares. Embora o Irã não tenha ratificado o acordo, é reconhecido que o país deve respeitar essas normas, consideradas parte do Direito internacional consuetudinário.

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