O Irã lançou diversas ondas de mísseis contra Israel nesta segunda-feira, 30. A ofensiva ocorreu enquanto forças israelenses realizavam bombardeios em Teerã. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.
Segundo as Forças Armadas de Israel, dois drones vindos do Iêmen também foram interceptados. O episódio ocorre dois dias depois de os houthis — grupo iemenita alinhado ao Irã — entrarem no conflito ao disparar mísseis contra o território israelense. O Hezbollah, no Líbano, também realizou ataques com foguetes.
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Israel afirmou ter atingido infraestruturas militares na capital iraniana. O país também realizou ataques contra instalações utilizadas pelo Hezbollah em Beirute. A ofensiva deixou uma densa fumaça preta sobre a capital libanesa.
Irã rejeita propostas de paz intermediadas por aliados
Em meio à escalada militar, o governo iraniano afirmou ter recebido propostas de paz dos Estados Unidos (EUA) por meio de intermediários. A iniciativa ocorreu depois de reuniões realizadas neste domingo, 29, entre ministros das Relações Exteriores de Paquistão, Egito, Arábia Saudita e Turquia.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, classificou as propostas como “irrealistas, ilógicas e excessivas”.
Trump ameaça atacar infraestrutura energética iraniana
Logo depois da declaração, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em redes sociais que Washington negocia com um “regime mais razoável” para encerrar a guerra no Irã. Ao mesmo tempo, fez um novo alerta sobre o Estreito de Ormuz.
Trump disse que, caso não haja acordo em breve e o estreito não seja reaberto, os EUA poderiam atacar usinas elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg — principal terminal de exportação de petróleo iraniano.
O presidente norte-americano também mencionou a possibilidade de atingir instalações de dessalinização responsáveis pelo abastecimento de água potável no país. Na semana passada, ele havia suspendido ataques contra usinas de energia iranianas por dez dias, prazo que se encerra em 6 de abril no horário dos EUA.
Mediação internacional e tensão nuclear
Um oficial de segurança do Paquistão, país que tenta mediar o conflito, afirmou que negociações diretas entre Washington e Teerã ainda parecem improváveis nesta semana. Segundo ele, autoridades seguem tentando acelerar um diálogo.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã também afirmou que o Parlamento iraniano avalia uma possível saída do Tratado de Não Proliferação Nuclear, acordo internacional que permite o uso da energia nuclear para fins civis, mas proíbe o desenvolvimento de armas nucleares.
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Trump tem citado a necessidade de impedir que o Irã desenvolva armamento nuclear como uma das justificativas para o ataque realizado em 28 de fevereiro. O governo iraniano nega buscar um arsenal atômico.
Bloqueio do Estreito de Ormuz pressiona mercado de energia
O bloqueio quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã também pressiona os mercados internacionais de energia. A passagem marítima concentra cerca de um quinto do transporte global de petróleo e gás natural liquefeito.
Segundo o jornal Financial Times, Trump afirmou que os EUA poderiam assumir o controle da Ilha de Kharg. A operação, no entanto, exigiria a presença de tropas terrestres. Apesar disso, o presidente afirmou que um cessar-fogo ainda poderia ocorrer rapidamente.
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