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Irã executa cerca de 100 jovens por ano

É o que informam os grupos de direitos humanos do país persa

Irã
Foto: Reprodução/Flickr

Pelo menos 100 jovens são executados anualmente pelo governo iraniano, de acordo com relatório dos Ativistas de Direitos Humanos do Irã divulgado ontem, segunda-feira 27. O documento destaca que 299 execuções ocorreram neste ano — quatro delas, de pessoas com menos de 18 anos de idade.

Atualmente, há cerca de 85 pessoas no corredor da morte por supostamente terem cometido crimes quando eram crianças. De acordo com os ativistas, as autoridades jurídicas do país persa não reconheceram publicamente mais de 82% das execuções praticadas.

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A Lei Islâmica do Irã estabelece que, em casos de assassinato e crimes capitais, meninos com mais de 15 anos de idade e meninas com mais de 9 anos de idade podem ser considerados culpados como adultos — nesse caso, punidos com a pena de morte. O Direito Internacional, contudo, proíbe a pena de morte para crimes cometidos antes dos 18 anos de idade.

Uma bomba para o Irã

Em artigo publicado na Edição 50 da Revista Oeste, Dagomir Marquezi escreve sobre a série israelense Tehran, que conta a história de uma espiã do Mossad (Serviço Secreto de Israel) infiltrada na capital do Irã para uma missão quase impossível. “Para reproduzir bem a realidade, os criadores da série passaram dois anos entrevistando membros da colônia de refugiados iranianos de origem judaica que se estabeleceram em Israel”, analisa o colunista.

Leia um trecho

“O país visto em Tehran mostra uma população permanentemente assustada, ‘cancelada’ por um regime de inspiração medieval. Que isso aconteça no atrasado Afeganistão dos talibãs, já é um escândalo. Que tenha sido imposto aos sofisticados e cultos iranianos, é desesperador.”

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7 comentários
  1. Claudio Haddad
    Claudio Haddad

    Poderiamos importar alguns costumes da lei islamica….aqui haveria um enorme decrescimo na população carceraria,e ao mesmo tempo uma sensação de fim de impunidade…

  2. João Paulo
    João Paulo

    Contato que os executados sejam bandidos e marginais, não vejo problema.
    Melhor que ter a bandidolatria brasileira e gastar R$ 2.5 mil com cada presidiário que eventualmente voltará a delinquir quando estiver nas ruas novamente.
    Isto, é claro, quando eles são presos, pois maioria é solta em audiências de custódia, ou caso sejam menores de idade, sequer ficam presos….

  3. Renato Perim
    Renato Perim

    Sofisticados e cultos iranianos? É isso mesmo que eu li? Poderiam explicar em quê eles são cultos e sofisticados? Boiei agora.

    1. João Paulo
      João Paulo

      Certamente os índices de reincidência no Irã e oriente médio em geral são quase nulos. Eu diria que não tem o país dominado por marginais psicóticos é certamente uma sofisticação e segurança social. O Brasileiro sequer pode sair a rua com seu celular, sob o prejuízo de ser executado.

  4. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    “A Lei Islâmica do Irã estabelece que, em casos de assassinato e crimes capitais, meninos com mais de 15 anos de idade e meninas com mais de 9 anos de idade podem ser considerados culpados como adultos”.
    – O que dirão as defensoras dos direitos das mulheres? Pois é, no Irã, até nisso daí não vale a pena ser mulher. Tem que andar rigorosamente na linha.

    1. Gui
      Gui

      Para as tais “defensoras” é melhor e mais seguro confrontar apenas os cristãos, não são doidas o sufuciente em criticar a “pacífica” religião islâmica!

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