O regime teocrático islâmico do Irã executou quatro homens nesta semana sob a acusação de ligação com o serviço secreto de inteligência externa de Israel, segundo a agência estatal iraniana Mizan. As autoridades afirmam que os condenados atuavam como espiões do Mossad.
Nesta terça-feira, 21, foi executado Mehdi Farid, de 48 anos, acusado de fornecer “informações confidenciais de âmbito nacional” à inteligência israelense. Nos dias anteriores, outros três — Amirali Mirjafari, Hamed Validi e Mohammad Masoum Shahi — também foram mortos depois de ser descritos pelo regime como agentes do Mossad.
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Teerã mantém um histórico de acusações de espionagem relacionadas a Israel, frequentemente associadas à aplicação da pena de morte. Mais de 3 mil foram presos por esse tipo de acusação. O país também realizou, ao longo de 2026, execuções de presos políticos e de dissidentes envolvidos nos protestos generalizados de janeiro.
Irã registrou, em 2025, maior número de execuções em 30 anos
Relatório divulgado neste mês pelas organizações Juntos Contra a Pena de Morte (ECPM), sediada em Paris, e Direitos Humanos do Irã, com sede na Noruega, revela que o país registrou em 2025 o maior número de execuções em mais de três décadas.
De acordo com o documento, ao menos 1.639 pessoas foram executadas no período — o maior total anual desde 1989. As entidades destacam que, devido à falta de transparência do sistema judiciário iraniano, o número real pode ser ainda mais elevado.
“A pena de morte no Irã é usada como ferramenta política de opressão e repressão, com minorias étnicas e outros grupos marginalizados desproporcionalmente representados entre os executados”, afirmou o diretor executivo da ECPM, Raphaël Chenuil-Hazan, segundo a emissora CNN.






































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