O governo iraniano endureceu as ações contra manifestantes ao divulgar a prisão de 200 supostos líderes dos protestos, enquanto o país permanece sem acesso à internet há mais de dois dias, dificultando a checagem independente dos fatos. Organizações independentes afirmam que o número real de detidos ultrapassa o divulgado pelas autoridades.
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A agência Hrana calcula mais de 2,3 mil presos desde o início das manifestações, além de ao menos 65 mortos, sendo 50 identificados como manifestantes, entre eles sete menores de 18 anos, 14 agentes das forças de segurança e um civil ligado ao governo. Segundo relatos, hospitais estariam enfrentando lotação.
Censura e acusações externas
O bloqueio da internet já dura mais de 48 horas, segundo a organização NetBlocks. O governo do Irã atribui a escalada da crise à influência de forças externas, acusando os Estados Unidos de fomentar “atos subversivos violentos e vandalismo generalizado”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Irã passa por “sérios apuros”. Nesse sentido, o republicano enviou um alerta. “É melhor não começarem a atirar”, avisou. “Porque nós também vamos começar a atirar.”
A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou preocupação com as mortes. O organismo destacou o direito global à manifestação pacífica. “Em qualquer lugar do mundo, as pessoas têm o direito de se manifestar pacificamente”, disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU. “Os governos têm a responsabilidade de proteger esse direito.”
Movimentação da oposição e posicionamento do regime do Irã
Enquanto isso, exilados iranianos tentam ganhar força política. Reza Pahlavi, filho do último xá, afirmou que os protestos entraram numa nova etapa e revelou planos para retornar ao país. “Nosso objetivo não é mais apenas ir às ruas”, declarou Pahlavi, em vídeo nas redes sociais. “É nos prepararmos para tomar e manter o controle dos centros urbanos.”
No cenário interno, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, em discurso televisionado na sexta-feira 9, reforçou a firmeza do regime. Ele disse que a República Islâmica “chegou ao poder por meio do sangue de centenas de milhares de pessoas honradas”. Por fim, garantiu que não irá recuar diante das manifestações.
Pressão de líderes europeus
Líderes europeus também se manifestaram. Em nota conjunta, Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido) e Friedrich Merz (Alemanha) defenderam que o governo iraniano “tem a responsabilidade de proteger sua própria população”. De acordo com o trio, o país do Oriente Médio deve garantir liberdade de expressão e reunião pacífica sem temor de punições.
Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste






































Tá na hora de pendurar a cabeça desses ditadores em praça pública
É A HORA DE CORTAR A CABEÇA DA SERPENTE !
A ONU, para se manifestar, parece que precisa ver muita briga, muita destruição, muito sangue.
Provavelmente nunca se manifestará aqui no Brasil, fora meia dúzia de cem perseguidos, uns poucos mil presos, um morto e um sob tortura, não haverá brigas, destruições e sangue por aqui dependendo da coragem tupiniquim!