publicidade
Mundo

Irã endurece controle sobre o Estreito de Ormuz

A República Islâmica segue, assim, ignorando as ameaças dos Estados Unidos

navio estreito de ormuz
Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, vistos do norte de Ras al-Khaimah, próximo à fronteira com a região administrativa de Musandam, em Omã, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã — 11/3/2026 | Foto: Stringer/File Photo/Reuters

Por Paulo Faria*

O Irã avança para um modelo de controle seletivo no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. A República Islâmica segue, assim, ignorando as ameaças dos Estados Unidos.

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

A movimentação inclui, segundo a emissora árabe Al Jazeera, discussão sobre cobrança de taxas de trânsito, criação de mecanismos de fiscalização. O governo iraniano também estuda impor restrições a embarcações de países considerados hostis pelo regime. São os casos, por exemplo, dos EUA e de Israel.

O endurecimento sobre o controle de Ormuz ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. A decisão do Irã reforça o uso do estreito como instrumento de pressão geopolítica, especialmente diante da presença e dos interesses ocidentais na região.

O Estreito de Ormuz fica localizado entre o Irã e Omã | Foto: Jacques Descloitres/NASA
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do transporte global de petróleo | Foto: Jacques Descloitres/Nasa

Irã versus EUA

Na prática, Teerã sinaliza que o cenário no Golfo Pérsico não deve voltar ao padrão anterior, com impacto potencial direto sobre EUA, Israel e a estabilidade do comércio marítimo internacional.

Na rede social Truth Social, o presidente norte-americano, Donald Trump, publicou, neste domingo, 5, que o prazo para o Irã liberar o Estreito de Ormuz termina na próxima terça-feira, 7. Ou seja, o chefe da Casa Branca deu pouco menos de 48 horas.

Leia também: “A fúria épica de Trump”, reportagem de Miram Sanger publicada na Edição 312 da Revista Oeste

E mais: “Otan: o preço da liberdade e o teste da coragem”, por Ana Paula Henkel


*Jornalista e advogado. Diretamente de Washington, D. C..

3 comentários
  1. Paulo Ferreira
    Paulo Ferreira

    Como é que o Trump começou esta guerra sem estratégia para tomar o estreito de Ormuz? Erro bisonho. Confiou que a China iria impedir o Irã de fechar a navegação. Enfim, perdoem, c*g*d* monumental.

    1. Paulo Eimar Oliva Perpetuo
      Paulo Eimar Oliva Perpetuo

      Realmente esse Paulo Ferreira é muito inteligente.
      Acho até , que deveria ser conselheiro do Trump na Casa Branca.

  2. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    DEPOIS DESSA OPERAÇÃO DE RESGATE , FEITA DE FORMA ESPETACULAR, AS CHANCES DE TROPAS EM TERRA AUMENTARAM MUITO !
    RESTA SABER SE O IRÃ VAI PAGAR PRA VER….
    JÁ APANHARAM NO PRIMEIRO E SGUNDO ROUND…E ESSE RING NÃO TEM CORDAS !
    CORREM O RISCO DE IREM PRO CHÃO E LÁ FICAREM !

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.