publicidade
Mundo

Irã ataca avião de R$ 1,4 bi dos EUA

Ofensiva com mísseis e drones atinge unidade estratégica E-3 Sentry na Base Príncipe Sultan e expõe fragilidade de ativos militares

O avião E-3 Sentry foi destruído pelo Irã | Foto: Reprodução/USAF

O arsenal do Irã atingiu um dos pilares da inteligência aérea dos Estados Unidos em solo estrangeiro. Imagens validadas pela agência AFP confirmam danos severos a um E-3 Sentry, aeronave de comando avaliada em R$ 1,4 bilhão, logo que uma chuva de drones e mísseis atingiu a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. O deslocamento oficial da ofensiva resultou ainda em dois feridos em estado grave e avarias em aviões de reabastecimento estacionados no pátio militar.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

A unidade atingida funciona como os olhos e os ouvidos do Pentágono no Oriente Médio. O equipamento integra o Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado (Awacs), que permite a vigilância de movimentações terrestres e marítimas a centenas de quilômetros. Capaz de carregar 20 especialistas e voar por mais de 9 mil quilômetros sem escalas, o modelo é uma peça veterana de conflitos no Afeganistão, no Iraque e nos Bálcãs.

Escassez e custo de reposição

A avaria representa um gargalo logístico imediato para a Casa Branca. Atualmente, o itinerário operacional da Força Aérea norte-americana conta com apenas 16 unidades do E-3 Sentry, uma queda drástica em relação às 30 existentes em décadas passadas. Antes da incursão iraniana, seis dessas raridades estavam concentradas justamente no posto saudita.

Com a conclusão da fabricação do modelo em 1992, a substituição torna-se uma fatura pública astronômica. O Departamento de Defesa projeta a transição para o moderno E-7 Wedgetail, porém o custo por exemplar ultrapassa a marca de R$ 3,6 bilhões. A perda ou a retirada de serviço do E-3 danificado comprometem a capacidade de resposta imediata em um cenário de alta tensão regional.

Revisão de estratégia na região

O episódio evidencia a sofisticação tática do regime do Irã ao combinar diferentes tecnologias para anular defesas aéreas. Autoridades citadas pelo The New York Times e pelo The Wall Street Journal avaliam que a eficácia da agressão deve forçar um rearranjo dos ativos militares distribuídos pelo Golfo Pérsico.

A vulnerabilidade de um centro de comando tão valioso diante de armas de menor custo operacional acendeu o alerta em Washington. Analistas revelam que o incidente deve acelerar a revisão sobre como aeronaves estratégicas são protegidas em bases aliadas, especialmente logo que o alcance do poder de fogo iraniano demonstra precisão contra alvos de alto valor agregado.

Leia também: “Irã enfrenta apagão elétrico em meio a queda digital que já dura 1 mês”

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Outras vez esse ad homim imbecil!
    Mais de 9 mil alvos atingidos, bilhões de destruição em material de guerra e vidas de terroristas assassinos e vem esse maldito ocidental vendilhão… falar de 3 ou 4 “ativos militares de altíssimo valor”…ávidos em desmerecer os EUA que estão a quase 10 mil km de distância. I M B E C I L!
    PIOR é que essa b@st…de pasquim, demite NAVARRO e dá espaço para esses tipos de imbecilidades que menosprezam os leitores pagante.
    “aaahh temos que manter pluralidade de pensamentos e balancear entre os agentes politicos”…e DEPOIS vem com a estorinha de “SOMOS INDEPENDENTES”.
    Nunca confiem em ex tucanos.

    1. Marcelo DANTON Silva
      Marcelo DANTON Silva

      Se o cretino soubesse COMO funciona os tais mísseis do Irâ, não falaria tamanha besteiras.
      SORTE! Barragem de artilharia é 50% SORTE em atingir o alvo DIRETAMENTE! Não tem nada de precisão ou intencional na escolha do alvo…É SORTE! e essa parece que não gosta do ALah xiita

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade