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Integrante da Stand With Us Brasil analisa tensão entre Israel e Hezbollah

Para Augusto Lerner, das relações institucionais da ONG, 'a tendência é de guerra total entre as partes’, depois das explosões de pagers e walkie-talkies

Entrevista de Augusto Lerner ao Jornal da Oeste, em que ele falou sobre a tensão entre Israel e Hezbollah
Entrevista Augusto Lerner ao Jornal da Oeste | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao Jornal da Oeste nesta quinta-feira, 19, o integrante da ONG Stand With Us Brasil Augusto Lerner analisou a tensão entre Israel e o grupo terrorista libanês Hezbollah. Nos últimos dois dias, a inteligência israelense explodiu pagers e walkie-talkies de terroristas. 

“Com essas mega explosões de terça e quarta, as tensões aumentaram muito”, avaliou Lerner. “Agora, há uma probabilidade cada vez maior de uma guerra total entre Israel e o Hezbollah.”

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Ele explicou, ainda, que o grupo terrorista libanês atua no norte de Israel desde 8 de outubro de 2023 — um dia depois do ataque do Hamas ao sul. Os xiitas libaneses têm o apoio do Irã. 

O chefe das forças de defesa de Israel, Herzi Halevi, disse que há a possibilidade de uma diminuição das ações de guerra em Gaza, ao passo que tais movimentos aumentem no norte, contra o Hezbollah.

O ataque de Israel aos pagers do Hezbollah 

Pagers, como os que explodiram no Líbano, eram chamados de bipes no Brasil
Pagers, como os que explodiram no Líbano, eram chamados de bipes no Brasil | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Embora Israel não tenha reivindicado a autoria das explosões, é consenso no mundo que o Hezbollah recebeu um revide israelense. “[O ataque] é uma novidade no campo da inteligência, acho que em todo o mundo”, afirmou Lerner. “Ao que tudo indica, foi o Mossad [serviço de inteligência israelense] o autor desses ataques.” 

Ainda segundo o integrante da Stand With Us Brasil, a inteligência de Israel teria aberto uma empresa em Budapeste, a BAC Consultoria, que prestou serviços à Gold Apollo, de Taiwan. Foi a empresa taiwanesa quem vendeu os pagers ao Hezbollah. 

“Israel, portanto, não interceptou uma entrega de pagers. Israel fabricou, produziu os pagers”, explicou Augusto Lerner. “Inclusive, uma informação interessante: Israel vendeu pagers sem o material explosivo para outras pessoas, grupos e entidades, para ter maior veracidade.”  

O pedido de pagers e walkie-talkies com explosivos chegou ao Hezbollah entre 18 e seis meses atrás. 

Leia também: “O braço terrorista da ONU”, reportagem Mariam Sanger publicada na Edição 233 da Revista Oeste

“Israel não tinha o interesse de usar esses explosivos agora”, contou. “A ideia era utilizar se houvesse uma guerra total, mas a informação teria vazado para alguns integrantes do Hezbollah, então o país decidiu explodir esses pagers agora.”

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