O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, iniciou nesta quarta-feira, 2, uma turnê por cinco países, na África, no Caribe e na América do Sul. A viagem terá como ponto alto a participação na cúpula do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) no Brasil.
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Modi busca ampliar influência geopolítica no Sul Global (países em desenvolvimento, América Latina, África, Ásia) e fortalecer alianças no Brics para contrabalançar EUA e China. O roteiro inclui visitas a Gana, Trinidad e Tobago, Argentina, seguidas de participação no encontro do grupo, no Rio de Janeiro, antes do encerramento na Namíbia.
O movimento, de acordo com o Times of India, reafirma a estratégia de fortalecimento de laços multilaterais e regionais da Índia, que dá ênfase ao papel da cooperação Sul‑Sul e à expansão de sua influência diplomática. É a primeira vez que Modi vai a Gana, Trinidad e Tobago e Namíbia, países até então sem visitas de nível máximo em décadas.
Em Gana, a delegação indiana acertará parcerias voltadas a energia, agricultura e defesa. Em Trinidad e Tobago, cujas câmaras parlamentares serão visitadas, o discurso deverá abordar avanços no comércio bilateral e segurança energética.
Já na Argentina, o encontro com o presidente Javier Milei estará centrado em integração industrial, agropecuária e as oportunidades de negócios em ambos os países.
Primeiro-ministro da Índia no Brics
De 5 a 8 de julho, Modi participará da 17ª cúpula do Brics. A agenda, no Rio, prevê diálogos sobre a reforma da governança global, segurança, avanços em inteligência artificial, clima, saúde, comércio e investimentos.
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A visita à Namíbia, depois, reforça o compromisso indiano com a África Austral e amplia o engajamento em desenvolvimento sustentável e cooperação econômica.
Especialistas avaliam que o giro diplomático é prova do crescente protagonismo internacional da Índia. O país utiliza o Brics como plataforma para projetar uma estratégia global além de rivalidades com potências tradicionais.
Esta primeira visita a nações africanas destaca a importância de diversificação dos parceiros estratégicos. A Índia, neste mundo cada vez mais multipolar, busca se tornar algo mais do que uma alternativa. Ela quer ser vista como potência global.
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