publicidade
Mundo

Imagens raras mostram superlotação de necrotérios no Irã

Registros que burlaram bloqueio à internet trazem corpos espalhados pelo chão do pátio do Centro Médico Forense de Teerã

Repressão à onda de protestos no Irã já deixou milhares de mortos I Foto: Reprodução/Reuters
Relatos indicam que postos de controle forçam cidadãos a se despirem para identificar marcas de ferimentos I Foto: Reprodução/Reuters

A repressão violenta aos protestos contra o regime teocrático dos aiatolás expôs a situação dos necrotérios no Irã, marcada por cenas de forte impacto.

Fotos e vídeos que conseguiram driblar o bloqueio imposto à internet no país mostram corpos empilhados em necrotérios improvisados. As imagens registram cadáveres espalhados pelo Centro Médico Forense de Kahrizak, ao sul de Teerã, capital do Irã.

Receba nossas atualizações

Os registros exibem sacos pretos com corpos alinhados em corredores, galpões e até no pátio externo da unidade. Familiares caminham entre os cadáveres, na tentativa de identificar entes queridos.

Segundo testemunhas ouvidas por veículos internacionais, o número de mortos levados ao centro forense superou rapidamente a capacidade da instalação. Galpões próximos foram adaptados às pressas para funcionar como necrotérios temporários, enquanto outros corpos permaneceram ao ar livre, próximos a veículos estacionados.

Repressão a protestos deixa centenas de mortos no Irã

Os protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei começaram no fim de dezembro, impulsionados pela deterioração das condições econômicas e pela insatisfação popular contra o autoritarismo. As manifestações foram respondidas com o uso de força letal pelas autoridades iranianas.

De acordo com a Human Rights Activists News Agency (Hrana), mais de 500 pessoas morreram e mais de 10 mil foram presas desde o início das mobilizações. Os números exatos, contudo, permanecem incertos em razão do rígido controle de informações e do bloqueio à internet imposto pelo governo iraniano.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

A mídia estatal reconheceu a existência das imagens dos necrotérios, mas afirmou que a maioria dos corpos seria de “pessoas comuns” e atribuiu as mortes a confrontos provocados por “manifestantes violentos”.

Grupos de direitos humanos contestam essa versão e responsabilizam o regime de Ali Khamenei pelas mortes registradas durante a repressão.

Além da superlotação dos necrotérios, há denúncias de que autoridades iranianas retêm ou dificultam a liberação de corpos, numa tentativa de impedir funerais públicos que possam se transformar em novos atos de protesto. Essa prática já foi documentada em ciclos anteriores de repressão no país.

Leia também: “Pax Trumpiana”, reportagem publicada na Edição 292 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Corão ensina assassinato frio ,à queima roupa?

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade