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IFFHS perde toda sua credibilidade ao colocar Messi acima de Pelé

Dá para confiar em uma entidade que comete o 'crime' de colocar o rei em segundo lugar em uma lista dos melhores jogadores da história?

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Messi e Pelé: entidade coloca o argentino à frente de Pelé em lista dos melhores da história do futebol | Foto: Reprodução/saocarlosnotoque

A Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) sempre foi uma entidade muito respeitada no mundo da bola. E era respeitada justamente por respeitar a história do futebol mundial.

Mas, inegavelmente, a federação cometeu no último fim de semana um equívoco imperdoável, que abala toda a sua credibilidade. Afinal de contas, dá para confiar em uma entidade que comete o “crime” de colocar Pelé em segundo lugar em uma lista dos melhores jogadores da história?

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É claro, minha gente, que respeito muito Lionel Messi, um gênio que demorará a ser substituído no esporte bretão (Lamine Yamal é ótimo, mas creio que não chegará aos seus pés). Mas o fato é que não existiu, não existe e jamais existirá um gênio completo como Pelé.

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O Rei chutava de longe, de perto, de esquerda, de direita. Cabeceava como poucos, corria mais que todo mundo, driblava magistralmente e, para completar, ainda pegava muito bem no gol quando preciso (nunca levou um gol nas quatro partidas em que precisou ir para a meta).

E isso tudo tirando 10 ou pelo menos 9,5 em cada quesito necessário para ser um atleta de grande nível. Já o argentino, só para início de conversa, não sabe cabecear e tem enorme dificuldade com a perna direita.

Para quem ainda insiste na comparação entre Messi e Pelé “porque antigamente o futebol era mais fácil”, lembrem de um pequeno detalhe. Pelé jogou boa parte de sua carreira em um tempo em que o futebol não contava ainda com o cartão amarelo.

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Os atacantes apanhavam o jogo todo. Mesmo assim, a zaga rival dificilmente perdia um componente durante os 90 minutos.

Pelé, Messi, IFFHS e os tempos atuais do futebol

Já nos tempos atuais, os tempos de Messi, na primeira patada do defensor, ele leva amarelo e tem que atuar no resto da partida com medo do vermelho, “amarrado”, deixando o atacante livre para deitar e rolar. Isso sem contar as centenas de câmeras do VAR que hoje protegem os atacantes.

Por isso que eu sempre me írritos com os que dizem que “Pelé não faria mil gols hoje em dia”. Claro que não. Com a proteção do cartão amarelo e das câmeras, ele certamente faria… 3,5 mil gols. E com os pés nas costas. Certo, IFFHS?

Leia também: “O Brasil sem Pelé”, leia reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 197 da Revista Oeste

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