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Arquiteto do Holocausto se gaba pelas mortes de judeus

'Se tivéssemos matado 10,3 milhões de judeus, diria com satisfação: 'Bom, destruímos um inimigo', afirmou Adolf Eichmann, em áudios inéditos

Adolf Eichmann. Holocausto.
Foto: divulgação/Flickr

Em gravações, Adolf Eichmann, conhecido como o arquiteto do Holocausto, confessa com orgulho o assassinato de judeus. Os áudios foram divulgados pela primeira vez por uma equipe de documentaristas israelenses, segundo o jornal britânico Daily Mail. Em 1957, Eichmann gravou 70 horas de entrevistas na Argentina, local para onde fugiu depois da Segunda Guerra Mundial. 

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“Se tivéssemos matado 10,3 milhões de judeus, diria com satisfação: ‘Bom, destruímos um inimigo”, diz Eichmann. “Então, teríamos cumprido nossa missão.” 

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Em outro trecho, o oficial nazista afirma: “Judeus que estão aptos para o trabalho devem ser enviados para o trabalho. Judeus que não estão aptos a trabalhar devem ser enviados para a Solução Final, ponto”.

Após a Segunda Guerra Mundial, Eichmann conseguiu fugir para a Argentina, onde foi capturado por agentes do serviço secreto de Israel em 1960. Um ano depois, o alemão foi levado de volta a Israel para julgamento, onde foi condenado e enforcado em 1962.

As gravações de áudio fazem parte do documentário A Confissão do Diabo, lançado neste ano pelo produtor Kobi Sitt, neto de sobreviventes do Holocausto. Cerca de 11 milhões de judeus foram mortos pelos nazistas.

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7 comentários
  1. Angela
    Angela

    Todos os seguidores de Hitler eram pessoas ideologicamente fanatizadas. Viver sob um regime totalitário deve ser muito complicado. Há sempre um denunciante por perto, pronto para ferrar alguém. As pessoas começam a desconfiar de todo mundo, até de seus próprios familiares. Daí que muita gente por medo, preferiu ignorar o martírio imposto aos judeus e outros para nao serem também perseguidos.
    Eichmann foi o chefe do Escritório Central de Segurança do Reich, que organizava a perseguição, expulsão e deportação de judeus. Portanto, ele foi co-responsável pelo assassinato de cerca de seis milhões de pessoas na Europa. Ele poderia excluir alguns nomes de sua lista, mas preferiu seguir fiel ao Führer. Ideologicamente fanatizado nem cogitou essa possibilidade, afinal, todos de sua lista eram inimigos comuns do Reich.
    Quando fazemos um semelhante sofrer pelas nossas crenças ideológicas, significa que somos capazes de tudo para defender o que acreditamos pertencer somente aos que consideramos iguais.
    Eu até observo alguma relação entre a perseguição aos judeus no passado com a perseguição à Rússia de Putin. Se prestarmos atenção vamos ver que o Ocidente tenta nos fazer acreditar que os russos são os outros, os diferentes, os que não comungam as nossas crenças. E nessa de quererem ferrar o outro, quem paga o pato somos nós mesmos. Não foi assim na Alemanha nazista?

  2. Luiz
    Luiz

    Após tomar o restante do mundo , a esquerda fara coisa semelhante.

  3. Carlos Brito
    Carlos Brito

    NÃO TINHA O QUE FAZER, O FEZ CUMPRINDO ORDENS, CASO NÃO O FIZESSE SERIA EXECUTADO. FEZ O TRABALHO DELE, NÃO TINHA ALTERNATIVA. SE NÃO FOSSE ELE SERIA OUTRO, CADEIA DE COMANDO É ISSO.

    1. José Bonifácio Boni
      José Bonifácio Boni

      Para os antissemitas, frase procriada por mim, descendente direto de nobres e genialíssimos judeus de Portugal:

      SINTO NOS INVEJOSOS
      A INCAPACIDADE DE UM DIA SEREM
      COMO OS INVEJADOS.

  4. Joao Bosco De Lima
    Joao Bosco De Lima

    pelo que eu li, ele foi capturado e levado a Israel, numa bela ação de sequestro. Mas a reportagem informa que ele foi capturado e um ano depois foi levado a Israel. não bate com a realidade

  5. José Antonio Debon
    José Antonio Debon

    Porque só os nazistas são lembrados, os judeus são mortos à séculos e por qualquer motivo pelas populações cristãs da Europa, Rússia, Ucrânia, Polônia, Alemanha, etc….o anti semitismo não é algo recente ou criado pelos nazistas.

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