Duas prisões realizadas nesta semana em Haia, na Holanda, levantaram suspeitas de espionagem a serviço de hackers ligados ao regime de Vladimir Putin. As autoridades suspeitam que um grupo pró-Rússia tenha recrutado os dois adolescentes, ambos com 17 anos, para coletar informações em áreas estratégicas da cidade.
Os agentes realizaram a prisão dos jovens na segunda-feira 22. O Ministério Público holandês os investiga por suspeita de envolvimento em interferência com possível apoio estatal. Por se tratarem de menores de idade, a promotoria decidiu não divulgar mais detalhes.
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O jornal De Telegraaf relatou que os adolescentes circularam por regiões próximas a órgãos internacionais como a Europol e a Agência da União Europeia para a Cooperação Judiciária Penal. Nesse sentido, eles portavam um dispositivo capaz de interceptar dados transmitidos por redes digitais, o que levantou o alerta das autoridades.
Essas áreas abrigam sedes de operações de justiça criminal, cooperação internacional e diplomacia. Um dos pais disse ao jornal que hackers, possivelmente ligados ao Kremlin, teriam contatado os garotos pelo Telegram.
O premiê holandês, Dick Schoof, argumenta que o caso segue um padrão de ataques híbridos vindos da Rússia. As ações mesclam ciberataques, espionagem e desinformação. “É extremamente preocupante que essas crianças estejam sendo usadas para isso”.
A Eurojust sedia atualmente uma força-tarefa com Ucrânia, União Europeia, Europol e o Tribunal Penal Internacional. O grupo investiga crimes cometidos durante a invasão russa em larga escala iniciada em 2022.
Agência de inteligência evita comentar o caso
O Serviço Geral de Inteligência e Segurança da Holanda não comentou as acusações. Procurado pelo Telegraaf, o advogado de um dos suspeitos não quis comentar o caso. Por ora, o governo concentra esforços em entender a extensão da rede envolvida.
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O episódio reforça a preocupação europeia com a atuação de jovens em operações coordenadas por potências hostis. Autoridades temem que adolescentes se tornem alvos fáceis de recrutamento digital por organizações que atuam em nome de interesses estatais.
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