O Hezbollah lançou dezenas de foguetes contra o território de Israel nesta quarta-feira, 25. incluindo um projétil de longa distância que disparou alarmes antiaéreos em Tel-Aviv e em outras partes da região central de Israel.
O míssil tinha como alvo a sede do centro de inteligência israelense, o Mossad, em Tel-Aviv, mas acabou interceptado, segundo o governo de Israel. Os israelenses afirmaram também que bombardearam o local de onde partiu o projétil. Em quase um ano desde o início dos ataques mútuos entre Israel e o grupo terrorista libanês, este foi o ataque mais distante da fronteira com o Líbano.
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“Depois que soaram sirenes nas áreas de Tel-Aviv e Netanya, um míssil superfície-superfície foi identificado ao cruzar do Líbano e foi interceptado pela Aeronáutica de Israel”, disseram os militares israelenses. Não houve relatos imediatos de danos nem vítimas.
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O Hezbollah assumiu a autoria do atentado e afirmou ter disparado o míssil contra a sede da agência de inteligência de Israel, o Mossad, perto de Tel-Aviv.
Os voos no Aeroporto Ben Gurion de Tel-Aviv continuaram normalmente, informou o porta-voz do local, depois do míssil lançado pelo Hezbollah.
Os terroristas culpam o Mossad pelo assassinato de seus líderes e pela explosão de dispositivos de comunicação usados por seus membros.
Desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023, o Hezbollah lançou centenas de mísseis e drones do Líbano contra o norte de Israel.
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Resposta do Hezbollah ao ataque de Israel
A interceptação do míssil ocorre dias depois dos ataques israelenses contra o Líbano, que resultaram na morte de 500 pessoas, segundo a imprensa internacional.
Na terça-feira 24, um ataque em Beirute matou o comandante sênior do Hezbollah, Ibrahim Qubaisi, responsável pelas forças de mísseis e foguetes do grupo. Ele é uma das várias figuras importantes que foram assassinadas desde o início dos conflitos entre Israel e o Hezbollah, ocorrendo paralelamente à guerra de Gaza.
Reações internacionais
O Conselho de Segurança da ONU anunciou que se reuniria nesta quarta-feira para discutir o conflito. “O Líbano está à beira do precipício. O povo do Líbano, o povo de Israel e o povo do mundo não podem permitir que o Líbano se torne outra Gaza”, disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.
Estima-se que meio milhão de pessoas tenham sido deslocadas no Líbano, de acordo com o Ministro das Relações Exteriores do Líbano, Abdallah Bou Habib. Ele também informou que o primeiro-ministro do Líbano espera se encontrar com autoridades dos EUA nos próximos dois dias.
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Ataques aéreos israelenses
O Exército israelense afirmou que sua Força Aérea conduziu “ataques extensivos” na terça-feira contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano, incluindo instalações de armazenamento de armas e dezenas de lançadores apontados para território israelense.
O Ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, declarou que os ataques enfraqueceram o Hezbollah e que continuarão. O Hezbollah “sofreu uma sequência de golpes em seu comando e controle, seus combatentes e os meios para lutar. Todos esses são golpes severos”, afirmou Gallant às tropas israelenses.





































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