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Hezbollah: guerra no Líbano eleva alerta sobre presença de terroristas na tríplice fronteira

De acordo com investigações da Polícia Federal, o grupo terrorista opera no Brasil desde 2006

Naim Qassim, oficial de alto escalão do grupo terrorista Hezbollah, prometeu retaliação contra Israel
Naim Qassim, oficial de alto escalão do grupo terrorista Hezbollah | Foto: Sebastian Baryli/Wikimedia Commons

Autoridades de segurança pública do Brasil, Paraguai e Argentina realizaram reuniões a portas fechadas, na segunda-feira 30, para discutir os possíveis impactos da guerra no Líbano sobre a tríplice fronteira da América do Sul.

A região é conhecida por ser um ponto de lavagem de dinheiro e esconderijo de terroristas e simpatizantes do Hezbollah. Com isso, Paraguai e Argentina elevaram o nível de alerta de suas forças de segurança. A maioria das reuniões ocorreu de forma on-line.

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Durante os encontros, as autoridades abordaram temas como o terrorismo, as ações militares de Israel no Líbano, a morte de Sayyed Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, e o impacto desses acontecimentos sobre o grupo terrorista libanês, que possui integrantes na tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai.

Grupo terrorista opera no Brasil desde 2006

De acordo com investigações da Polícia Federal, o Hezbollah opera no Brasil desde 2006 e mantém parcerias com organizações criminosas brasileiras.

A tríplice fronteira é uma das áreas preferidas pelo grupo, em virtude da facilidade de circulação entre Brasil e Paraguai. Isso facilita a operação de negócios ilícitos e a lavagem de dinheiro para financiar atividades terroristas. Além disso, o grupo estaria envolvido no tráfico de drogas e armas.

Segundo apuração do jornal Gazeta do Povo, autoridades paraguaias informaram que o Paraguai e a Argentina elevaram seu estado de alerta contra o terrorismo.

As autoridades elevaram o nível para laranja, que indica risco alto em uma escala de quatro níveis: azul (baixo), amarelo (moderado), laranja (alto) e vermelho (muito alto).

Fontes do governo paraguaio também afirmaram que o país planeja restringir a entrada de pessoas oriundas do Oriente Médio. Ele aplicará uma triagem mais rigorosa sobre suspeitos.

No Brasil, jornalistas questionaram o Itamaraty e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sobre medidas restritivas. O objetivo é impedir a entrada de indivíduos com ligação a grupos terroristas do Oriente Médio.

Em resposta, o Itamaraty informou, em nota, que submeterá a lista de parentes estrangeiros de brasileiros a autoridades de segurança e Inteligência para possível inclusão em voos de repatriação.

Presença do Hezbollah na tríplice fronteira

O Hezbollah encontra na tríplice fronteira uma região estratégica para suas operações, em razão da facilidade de se camuflar em meio à numerosa comunidade árabe local.

A região oferece um ambiente propício para atividades clandestinas, o que possibilita a atuação do grupo sem chamar muita atenção.

Em Foz do Iguaçu, no Paraná, há cerca de 20 mil árabes e seus descendentes. Essa comunidade é a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para São Paulo.

Quando se considera toda a área de fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, esse número pode chegar a 30 mil. Essa informação é baseada em estimativas de organizações islâmicas regionais.

As operações do Hezbollah na tríplice fronteira são frequentemente investigadas pelo Comando Tripartite.

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Esse órgão de cooperação jurídica internacional, ativo há 28 anos, é responsável pelo mapeamento, controle e combate a crimes na região que une Brasil, Paraguai e Argentina.

O Comando Tripartite também se ocupa de identificar a presença e o movimento de possíveis terroristas na área, incluindo aqueles que possam planejar atentados.

Apesar de ser uma área de interesse, operadores e simpatizantes do Hezbollah na tríplice fronteira raramente se envolvem em atos terroristas ou violência direta. Geralmente, essas pessoas costumam focar na lavagem de dinheiro e no envio de recursos para suas lideranças no Oriente Médio.

Novos membros terroristas

Reuniões recentes, ocorridas nesta semana, discutiram a possível chegada de novos membros do Hezbollah à região, motivada pela invasão do Líbano por Israel.

As autoridades não descartam a possibilidade de atentados na América do Sul. Por isso, o foco das polícias é capturar possíveis terroristas que tentem se refugiar na tríplice fronteira.

No último fim de semana, a Sociedade Beneficente Islâmica de Foz do Iguaçu fez uma publicação nas redes sociais. Essa publicação era um convite para uma celebração.

O evento seria em memória de Hassan Nasrallah, que foi o líder do Hezbollah. Nasrallah foi morto pelo exército israelense na sexta-feira 27. A entidade referiu-se a Nasrallah como um “saudoso falecido mártir”.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Impressionante a inanição dos governos no combate ao terrorismo.
    É capaz da FAB repatriar um monte de terroristas do Hersbolah para Foz.(voo direto)

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