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Harvard se compromete a proteger alunos judeus

Universidade norte-americana quer que comunidade judaica seja 'acolhida, respeitada e possa prosperar'

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Em 19 de outubro, estudantes de Harvard fizeram mais uma manifestação contra Israel; alunos do curso de Direito e futuros cientistas participaram do ato | Foto: Reprodução/Instagram/harvardpsc

A Universidade Harvard anunciou nesta terça-feira, 21, um acordo para proteger estudantes judeus, encerrando processos judiciais que a acusavam de ser um “foco de antissemitismo desenfreado”.

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De acordo com informações da Reuters, a instituição comprometeu-se a adotar a definição de antissemitismo da Aliança Internacional de Memória do Holocausto (IHRA). Agora, a entidade quer que a comunidade judaica seja “acolhida, respeitada e possa prosperar”.

Segundo a IHRA, antissemitismo é uma percepção específica sobre judeus que pode se manifestar como ódio, incluindo manifestações retóricas e físicas contra pessoas judias e não judias, além de propriedades e instituições religiosas judaicas. A definição da aliança será utilizada como base para a análise de comportamentos que possam violar suas políticas de não discriminação.

Compromisso de Harvard contra a discriminação de judeus

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Patrocinadores e ex-estudantes, incluindo um ex-presidente da instituição, se chocaram com a manifestação dos estudantes de Harvard contra os judeus | Foto: Reprodução/Instagram/harvardpsc

Além de adotar tal definição, Harvard comprometeu-se a apresentar relatórios anuais sobre o tema e a fornecer treinamento para funcionários que analisam denúncias de discriminação. O acordo visa a resolver ações judiciais movidas por organizações como Students Against Antisemitism, Jewish Americans for Fairness in Education e Brandeis Center for Human Rights Under Law.

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Essas ações acusavam Harvard de não proteger alunos judeus, especialmente depois do início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 em outubro de 2023, quando houve tolerância a protestos pró-palestinos nos campi.

Reações e declarações dos envolvidos

Marc Kasowitz, advogado dos Estudantes contra o Antissemitismo, expressou confiança no compromisso de Harvard com a proteção de seus estudantes judeus. Ele afirmou que declarações que defendem a destruição do Estado de Israel ou a morte de israelenses são antissemitas.

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Os estudantes judeus alegaram que Harvard aplicava suas políticas antidiscriminatórias de forma seletiva. Tal postura permitia que os judeus fossem chamados de assassinos e virassem alvo de protestos que acusavam Israel de crimes de guerra. Eles também acusaram Harvard de contratar professores que promoviam “violência antijudaica” e propaganda antissemita.

Implicações legais e resolução do acordo

As ações judiciais alegavam que Harvard violava a Lei de Direitos Civis de 1964, que proíbe discriminação em instituições que recebem fundos federais. Apesar de a universidade negar irregularidades, concordou com um acordo.

Um porta-voz afirmou que Harvard está comprometida em criar um ambiente acolhedor e seguro para todos os alunos.

“Estamos empenhados em garantir que nossa comunidade judaica seja acolhida, respeitada e possa prosperar em Harvard”, disse o porta-voz da universidade. “Estamos firmes em nossos esforços para confrontar o antissemitismo e continuaremos a implementar medidas robustas para manter um ambiente acolhedor, aberto e seguro no campus, onde todos os alunos tenham um sentimento de pertencimento.”

Leia também: “Diretora de diversidade de Harvard é alvo de 40 acusações de plágio”

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