Depois de intensas negociações e sob mediação dos Estados Unidos, Israel celebrou a libertação de 20 reféns que estavam em poder dos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza.
No entanto, o clima de alívio se transformou em insatisfação, já que apenas quatro dos 28 corpos de reféns mortos foram entregues, gerando revolta entre as famílias.
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Elas acusam o Hamas de não cumprir o acordo e pressionam o governo israelense por respostas mais firmes.
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Donald Trump, presidente dos EUA, visitou Israel por três horas e meia e falou no Knesset, em Jerusalém, destacando que o pacto representava “o fim da era do terror e da morte”.
Em seguida, Trump participou da assinatura da próxima etapa do cessar-fogo ao lado de líderes de Egito, Catar e Turquia, ação que pretende trazer estabilidade a Gaza e garantir a continuidade da mediação internacional.
Famílias cobram reação contra o Hamas
Famílias israelenses comemoraram os reencontros com os reféns libertados, mas a angústia persistiu entre quem aguarda o retorno dos restos mortais dos parentes.
Segundo o jornal i24News, autoridades israelenses receberam informações de mediadores de que mais corpos de reféns mortos poderão ser devolvidos ainda na noite desta terça-feira, 14.
O Hamas comunicou aos mediadores que iniciará a transferência de quatro corpos de reféns israelenses às 22h, dando sequência às negociações do recente cessar-fogo.
Fontes ligadas à Defesa de Israel teriam relatado ao i24News que o comando militar recomendou o fechamento da Passagem de Rafah e o adiamento do envio de ajuda humanitária a Gaza.
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A decisão ainda estaria sob avaliação, com consultas em andamento entre lideranças políticas e militares para pressionar o Hamas a cumprir as obrigações estabelecidas no acordo.
Equipes egípcias atuam dentro da Faixa de Gaza em busca dos corpos dos reféns israelenses desaparecidos, informou a Al-Araby TV.
Paralelamente, uma equipe técnica israelense mantém contato com autoridades egípcias na tentativa de encontrar uma solução para a devolução incompleta dos restos mortais.
Tensões em Gaza durante o processo
No norte de Gaza, as Forças de Defesa de Israel (FDI) relataram que vários indivíduos cruzaram a linha amarela e avançaram em direção às tropas, violando o cessar-fogo.
As tentativas de dispersão não tiveram sucesso, levando os soldados a abrirem fogo para eliminar a ameaça.
As FDI negaram relatos de infiltração terrorista em suas posições e orientou a população de Gaza a seguir as instruções e evitar aproximação das forças militares.
Leia também: “Lembranças do mal”, artigo de Eugenio Goussinsky publicado na Edição 291 da Revista Oeste
Os 20 reféns libertados começaram avaliações médicas e psicológicas detalhadas, com priorização da recuperação física e mental pelas autoridades.
Familiares relataram que os reféns sofreram fome prolongada e tortura severa durante o período de cativeiro.
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