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Hamas obrigava crianças a assistir vídeos do massacre

Sob a mira de armas, os menores 'não podiam chorar'; os relatos são dos familiares de Eitan Yahalomi, de 12 anos, e Emily Hand, de 9 anos

Eitan Yahalomi, de 12 anos, com a mãe, após ser libertado pelo Hamas
Ao lado da mãe, Eitan Yahalomi, de 12 anos, aparece deixando o hospital em Tel Aviv após ser libertado pelos terroristas; de acordo com a família ele está mais magro e calado | Foto: Divulgação/Forças de Defesa de Israel

Familiares dos reféns devolvidos a Israel como parte do acordo de cessar-fogo temporário, revelaram que os terroristas do Hamas obrigaram as crianças a assistir vídeos gravados por eles durante o massacre de 7 de outubro, enquanto estavam em cativeiro. Com armas apontadas em sua direção, os menores não podiam chorar ou fazer barulho.

Nesta terça-feira, 28, Deborah Cohen, tia de Eitan Yahalomi, de 12 anos, contou a um canal de notícias francês detalhes do que ouviu do sobrinho nessa volta para casa. O menino foi libertado na noite de segunda-feira, 27: “Ao chegar à Faixa de Gaza, todos os residentes, todos eles, o agrediram,”, disse. “Toda vez que uma das crianças chorava, ameaçavam-nas com rifles para que se calassem.”

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Segundo Eitan, em sua linguagem de criança de 12 anos, o Hamas o forçou a assistir “vídeos horripilantes” do ataque terrorista.

No dia 7 de outubro, o garoto – que também tem nacionalidade francesa – foi, incialmente, feito refém com sua mãe e duas irmãs. Elas conseguiram escapar e voltar para Israel, enquanto ele era levado para Gaza em uma motoneta. O pai, Ohad, permanece sequestrado. Durante o massacre, ele foi baleado e levado ferido pelos terroristas.

A avó do pré-adolescente, Esther Yahalomi, contou que os primeiros 16 dias do neto em cativeiro foram os mais difíceis para ele porque foi deixado completamente sozinho.

“Há um mês, o transferiram para junto de um grupo de pessoas de Nir Oz, ficando mais fácil para ele”, disse. “Meu neto encontrou o cuidador dele do tempo de pré-escola e, assim, pode ver rostos familiares.”

De acordo com os parentes, o menino está mais magro, calado e não sorri: “Ele está muito, muito contido,” disse a avó.

Vídeos assistidos pelas crianças foram filmados pelos próprios terroristas

Os vídeos que o menino disse ter sido forçado a assistir, foram filmados pelos próprios membros do Hamas. No dia 7 de outubro, os terroristas documentaram os crimes em tempo real.

Algumas imagens foram capturadas por câmeras atreladas a seus corpos, enquanto outras foram filmadas tanto pelos seus próprios celulares quanto pelos aparelhos das vítimas que faziam. Esses vídeos foram posteriormente transmitidos nas redes sociais.

Emily Hand, de 9 anos, não consegue dormir e chora à noite

Thomas Hand, pai de Emily, de 9 anos, libertada pelos terroristas na noite de domingo, 26
Thomas Hand disse que ver a filha voltar para casa sussurrando, com medo de fazer barulho, foi ‘um soco no estômago’ | Foto: Divulgação/Forças de Defesa de Israel

A família de Eitan não foi a única a relatar para a imprensa o que ouviu de sua criança na volta a Israel.

Thomas Hand, pai de Emily, de 9 anos, libertada pelos terroristas na noite de domingo, 26, contou como está o estado emocional da filha: “Ela achava que tinha sido mantida refém por um ano”, disse.

O relato aconteceu durante uma entrevista a rede de TV norte-americana CNN: “Emily chora à noite e não quer nenhum consolo, ela esqueceu como é ser consolada”, contou. “Na noite passada, ela se cobriu com o edredom e chorou silenciosamente.”

O pai acredita que a recuperação emocional da filha será lenta: “No início, ao ser libertada, ela estava apenas sussurrando, você não conseguia ouvi-la”, lembrou. “Ela foi condicionada a não fazer barulho.”

Emily estava em uma festa do pijama, na casa de uma amiga, durante o ataque do Hamas. Inicialmente, foi relatado que ela havia sido morta, mais tarde foi anunciado que a menina era uma das reféns em Gaza.

Hand confessou ter ficado chocado ao ver o quanto o sofrimento imposto à filha em cativeiro a transformou: “Quando ela deu um passo para trás, pude ver como o seu rosto estava esculpido, como o meu”, disse. “Antes era rechonchudo, feminino, um rosto de criança,”

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