O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira, 24, em Israel, que o plano de paz proposto pelo presidente Donald Trump para Gaza é a única alternativa viável ao conflito. Ele ressaltou que a anexação da Cisjordânia por Israel ameaça o processo de paz.
Segundo Rubio, Israel já cumpriu os compromissos iniciais depois do cessar-fogo de 10 de outubro e agora deve aprovar a composição da força internacional que atuará em Gaza. Ele também disse que o Hamas deve entregar os corpos dos reféns mortos e se desarmar. A Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) foi excluída da operação por ser, segundo o secretário, “um braço do grupo terrorista”.
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Rubio afirmou que o Hamas está fora do futuro governo de Gaza e que todos os países envolvidos concordam com isso. “Não existe plano B”, disse. “Este é o único plano.” Ele defendeu a desmilitarização do território como condição para avançar nas próximas etapas.
Plano de paz em Gaza ainda enfrenta desafios, diz Marco Rubio

O secretário destacou que o objetivo é permitir que os moradores vivam sem a ameaça do Hamas e que o fim da guerra pode fortalecer os Acordos de Abraão, que normalizaram relações entre Israel e países árabes.
Rubio também criticou uma votação no Knesset sobre anexação da Cisjordânia, classificando-a como “ameaça ao processo de paz”. Ele confirmou que Israel precisa aprovar os países que integrarão a Força Internacional de Estabilização — a Turquia, aliada do Hamas, não deve participar.
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Ele também ressaltou que o plano, firmado em cúpula com Trump no Egito e apoiado por países como Reino Unido, Alemanha, Canadá e Jordânia, ainda enfrenta desafios, mas tem avançado com a criação do centro de coordenação civil-militar em Kiryat Gat. Ele afirmou que a prioridade é garantir o cessar-fogo e a entrega segura de ajuda humanitária, enquanto se prepara a entrada da Força de Estabilização em Gaza.
Por fim, o secretário informou que os restos mortais de 13 reféns mortos serão devolvidos e que a implementação do plano seguirá sob supervisão do Centro EUA–Israel em Kiryat Gat. Segundo ele, “Israel cumpriu sua parte; agora, a continuidade depende da desmilitarização de Gaza”.
Leia também: “O triunfo de Trump na diplomacia do Oriente Médio”, artigo de Ana Paula Henkel na Edição 292 da Revista Oeste






































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