O Hamas afirmou que está disposto a transferir o governo da Faixa de Gaza para um comitê palestino de caráter tecnocrático, formado por especialistas e sem vínculo partidário direto. A declaração ocorre em meio às negociações políticas e humanitárias que discutem principalmente o futuro administrativo do território depois de meses de conflito.
Conforme o grupo terrorista, a proposta prevê uma transição completa da gestão civil. Inclui áreas como saúde, educação, serviços públicos e administração local. O Hamas sustenta que protocolos para a transferência já estariam prontos, caso atendam-se as condições supostamente essenciais ao funcionamento do novo arranjo.
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Hamas e as condições para a transição
Entre as exigências, o Hamas destaca a abertura plena da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. O grupo defende que o posto funcione sem restrições, permitindo a circulação de pessoas, ajuda humanitária e mercadorias. A organização argumenta que a medida é fundamental para aliviar a crise humanitária em Gaza.
A proposta envolve a criação de um comitê administrativo palestino, composto por especialistas responsáveis pela gestão cotidiana do território. A ideia é separar a administração civil das disputas político-militares, ao menos no curto prazo. Assim, espera-se garantir governabilidade mínima e acesso a recursos internacionais.
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A sinalização do Hamas ocorre durante discussões sobre cessar-fogo, reconstrução e segurança em Gaza. Apesar da disposição pública em repassar a administração, não há cronograma nem consenso sobre temas sensíveis, como o controle da segurança interna e o papel das forças armadas do grupo depois da transição.
Autoridades e analistas apontam que a proposta pode representar uma tentativa de reduzir a pressão internacional e destravar negociações mais amplas. Ainda assim, a efetivação dependerá de acordos com outras lideranças palestinas, países mediadores e de entendimentos com Israel.
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