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Guerra na Ucrânia: Rússia prepara maior ofensiva do conflito

A movimentação russa realmente acontecer, Kiev pode ter dificuldades em conter a ofensiva

Ucrânia Rússia russo ucraniano
Mais de 100 mil soldados estão concentrados na região noroeste de Donetsk, no leste do país | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Rússia se prepara para o que pode ser a maior ofensiva contra a Ucrânia, desde o início do conflito, em 24 de fevereiro de 2022. Segundo o porta-voz do Grupo Oriental das Forças Armadas ucranianas, Serhii Tcherevati, mais de 100 mil soldados estão concentrados na região noroeste de Donetsk, no leste do país. Além disso, cerca de 900 tanques, 555 sistemas de artilharia e 370 lançadores múltiplos de foguetes, na estão na direção de Liman e de Kupiansk, perto da região de Kharkiv.

Segundo a ministra-adjunta da Defesa da Ucrânia, Hanna Maliar, os combates já começaram na região. “O inimigo está ativamente na ofensiva”, afirmou ela. “Estamos defendendo. Combates pesados estão em curso, e as posições de ambos os lados mudam dramaticamente várias vezes ao dia”, publicou Hanna, em na conta oficial do Telegram da Defesa ucraniana.

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Caso a movimentação russa realmente ocorra, Kiev pode ter dificuldades em conter a ofensiva. Nas últimas semanas, sua contraofensiva não rompeu as defesas russas. Autoridades da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar ocidental, têm baixado suas expectativas acerca de resultados rápidos ou possíveis soluções do conflito. É um cenário novo no conflito, com consequências imprevisíveis.

Rússia diz que Ucrânia atacou ponte da Crimeia

A principal ponte que liga a Crimeia ao território russo foi atacada nesta segunda-feira, 17. Um vídeo em que militares aparecem ao fazer uma inspeção no local foi divulgado pela imprensa russa. Autoridades da região de Krasnodar, na Rússia, localizada no extremo leste da ponte, relataram a morte de duas pessoas em um acidente na estrutura.

A gravidade dos danos ainda não foi esclarecida, porém, o tráfego ferroviário foi restabelecido no fim da manhã desta segunda, após ficar interrompido por cerca de seis horas. O presidente do Parlamento da Crimeia, Vladimir Kostantinov, atribuiu o incidente ao “regime terrorista” da Ucrânia e denunciou o ataque à ponte.

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