As repercussões da guerra entre Estados Unidos (EUA), Israel e Irã começam a aparecer em outras regiões além do Oriente Médio. Rússia e Ucrânia têm demonstrado que o conflito entre eles já se interliga ao que ocorre na Ásia.
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Autoridades norte-americanas, segundo a Reuters informou nesta quinta-feira, 5, pediram à Ucrânia para compartilhar a experiência operacional de combate a drones iranianos do tipo Shahed-136, que a Rússia utiliza desde 2022.
Apesar de fornecerem armamentos para a Ucrânia, os EUA fizeram esse pedido de cooperação técnica, não de armamento. Washington quer aprender com Kiev como neutralizar drones iranianos de baixo custo, que passaram a ser utilizados também em ataques no Oriente Médio.
No dia seguinte, foi a vez de o presidente Volodymyr Zelensky, em entrevista ao The Independent, expor sua preocupação de que a guerra que envolve os EUA e o Irã pode reduzir a capacidade de defesa da Ucrânia, caso o governo de Donald Trump passe a direcionar grande parte de seus recursos militares para o Oriente Médio. O presidente ucraniano ressaltou que o uso intensivo de sistemas antimísseis e armamentos norte-americanos no novo conflito pode afetar diretamente o estoque disponível para Kiev.
Ao mesmo tempo, nesta sexta-feira, 6, o The Washington Post e o The Wall Street Journal relataram que autoridades norte-americanas identificaram indícios de compartilhamento de inteligência militar entre Moscou e Teerã.
A Rússia teria fornecido informações que poderiam ajudar o Irã a mapear posições de forças militares dos EUA no Oriente Médio, dados potencialmente úteis para orientar ataques com drones ou mísseis. A agência relatou que Moscou estaria fornecendo ao Irã “informações de targeting que incluem a localização de navios de guerra e aeronaves dos Estados Unidos no Oriente Médio”.
Relação entre Irã e Rússia preocupa Israel
O possível aprofundamento dessa relação entre Rússia e Irã também desperta preocupação em Israel. Isso em um momento no qual o mundo acreditava que a Rússia, combalida com a guerra na Ucrânia, estaria alheia ao conflito.
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O Irã é o principal patrocinador de organizações terroristas, como Hezbollah e Hamas, além dos houthis no Iêmen, o que faz com que qualquer avanço na capacidade militar do país seja observado com atenção em Israel.
Durante os ataques israelenses ao Irã, o grupo Hezbollah iniciou uma ofensiva contra o norte de Israel, o que obrigou às Forças de Defesa de Israel a iniciarem ataques a bases do grupo terrorista no Líbano.
Nem sempre as causas são as mesmas. Há sempre um pretexto aqui, outro ali. Mas as iniciativas ucranianas e russas para ajudar seus aliados no Oriente Médio mostram que ainda existe uma “guerra fria” entre EUA e Rússia.
Um acordo de paz na Ucrânia, com isso, seria importante para interromper essa conexão, movida pelo fluxo de armas, a cooperação militar e a necessidade de Washington e Moscou dividirem atenção e recursos entre diferentes regiões.




































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