A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou a morte do brigadeiro-general Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da força, e afirmou que pretende apresentar “surpresas” nos próximos dias e meses.
Segundo a IRGC, Tangsiri foi morto enquanto organizava forças e reforçava posições defensivas em ilhas iranianas no Golfo, depois de confrontos que teriam incluído ataques a instalações inimigas e a derrubada de um caça norte-americano.
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Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 30, o grupo disse que não recuará até a “destruição completa do inimigo” e a “libertação de al-Quds”, referência a Jerusalém.
A organização afirmou que seguirá atuando “com mais força” mesmo depois da morte de seus comandantes e mencionou líderes históricos do regime, como o aiatolá Ruhollah Khomeini e o ex-líder supremo Ali Khamenei.
Trump fala em ampliação de ofensiva no Irã

Também nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está em “negociações sérias” com um “novo regime, mais razoável”, no Irã para encerrar as operações militares norte-americanas na região.
Segundo Trump, houve “grandes progressos” nas tratativas. Ainda assim, ele ressaltou que, caso um acordo não seja alcançado em breve, os EUA poderão intensificar a ofensiva. O republicano condicionou a redução das ações à abertura do Estreito de Ormuz para negócios”. A via marítima é considerada estratégica para o transporte global de petróleo.
Se as condições não forem atendidas, Trump afirmou que os Estados Unidos poderão atingir infraestrutura considerada essencial no Irã. Entre os alvos citados estão usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo, a Ilha de Kharg e, possivelmente, instalações de dessalinização.
Ele também afirmou que esses locais ainda não foram atingidos deliberadamente, mas revelou que podem ser incluídos em futuras operações. Trump disse que uma eventual ofensiva seria uma resposta a militares norte-americanos mortos pelo Irã ao longo de décadas, período que classificou como de “reinado do terror”.
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