A Groenlândia iniciou uma mobilização inédita diante da possibilidade de anexação do território pelos Estados Unidos. Nesta terça-feira, 20, o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou que a população está em alerta e já se organiza para uma possível incursão norte-americana.
Nielsen declarou que considera improvável a eclosão de um conflito armado na ilha, mas não descartou a possibilidade. Ele mencionou diretamente o presidente Donald Trump, que cogita o uso de tropas para assumir a região.
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“O líder do outro lado deixou bem claro que essa possibilidade não está descartada”, disse Nielsen, durante entrevista em Nuuk. “Portanto, devemos estar preparados para tudo. Mas precisamos enfatizar que a Groenlândia faz parte da aliança ocidental, a Otan, e, se houver uma escalada ainda maior, isso também terá consequências para todo o mundo exterior.”
A agência Bloomberg informou que a Groenlândia criou uma força-tarefa com autoridades locais para orientar os moradores. A administração vai distribuir panfletos com instruções sobre como agir em caso de incursão militar norte-americana.
Interesse dos EUA na Groenlândia vem do século 19
Os EUA mantêm na Groenlândia uma base militar desde 1951. Portanto, o interesse norte-americano na ilha não começou com Trump, mas remonta ao século 19, por razões de segurança e pela presença de minérios estratégicos.
Em 1868, o Departamento de Estado norte-americano produziu um relatório a respeito dos recursos naturais da ilha. O texto inaugurou uma visão estratégica em Washington, ao registrar a área não como zona marginal, mas como um patrimônio com relevância econômica e militar.
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O território detém localização estratégica e concentra reservas de recursos naturais, entre eles terras raras, criolita e carvão. Esses elementos chamam atenção de Trump desde o seu primeiro mandato.






































A mobilização do exército da Groelândia deve ser algo diferente de se ver rsss.