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Greve de funcionários da Tesla na Suécia: profissionais rejeitam modelo norte-americano de trabalho

Técnicos da empresa afirmam que foram submetidos ao que descreveram como um ‘padrão típico dos Estados Unidos’

Greve Tesla Suécia; china
Sob controle do bilionário Elon Musk, a Tesla é uma montadora dedicada à produção de veículos elétricos | Foto: Reprodução/Twitter/X

Na Suécia, dezenas de funcionários da Tesla — empresa de carros elétricos que tem como dono o bilionário Elon Musk —, estão em greve há três meses. O número exato de empregados descontentes com a companhia no país escandinavo não foi divulgado. 

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Os trabalhadores disseram que foram submetidos a um “modelo típico dos Estados Unidos”. Esse padrão de emprego consiste em semanas de trabalho de seis dias, horas extras e um sistema de avaliação que dificulta a promoção dos trabalhadores. “Só trabalho, trabalho, trabalho”, disse Janis Kuzma, um dos técnicos que está em greve. 

Leia mais: “SpaceX, de Elon Musk, atinge valor de US$ 180 bilhões”

No entanto, mesmo abandonando seus postos, os funcionários afirmam que ainda apoiam a missão da empresa norte-americana e de Musk. Entretanto, eles querem que a Tesla aceite o “modo sueco” de trabalho.

Eles chamam de “modelo sueco” o modo de vida que define a economia do país há décadas. Em seu cerne está a cooperação entre empregadores e empregados, para garantir que ambos os lados se beneficiem do lucro da empresa. 

Pelo menos 15 sindicatos entraram em ação para tentar forçar a Tesla a negociar um acordo coletivo com os trabalhadores da Suécia para estabelecer trabalhos e benefícios. Além disso, há a exigência para que a empresa reflita sobre a cultura de trabalho no país nórdico.

Musk está pressionado

Elon Musk
A maioria dos suecos entrevistados apoia a greve dos funcionários da Tesla, empresa de Elon Musk, no país | Foto: Shutterstock

Com a greve, Musk e sua empresa correm o risco de sofrerem um aumento de pressão dos sindicatos em todo o mundo. De acordo com Daniel Ives, analista da empresa de gestão financeira Wedbush Securities, a disputa está se tornando “uma importante questão de para-raios em torno dos sindicatos em todo o mundo”. 

A maioria dos suecos entrevistados disse que apoia a greve. Eles acreditam que seria uma defesa da forma consensual de fazer negócios no país. 

Leia também: “Tesla aumenta vendas na China depois de elevar preços”

Na Suécia, nove em cada dez pessoas trabalham sob contrato de trabalho. Lá, as greves são relativamente raras.

Até o momento, os números de registro de vendas na Suécia mostram que a greve não está prejudicando os lucros da Tesla. O carro do modelo Model Y está pronto para se tornar o veículo mais popular no país, de acordo com as estatísticas oficiais.

A Tesla está avaliada em U$ 817 bilhões

A Testa está avaliada em U$ 817 bilhões e afirma que oferece salários e benefícios equivalentes ou melhores do que aqueles que preferem um acordo coletivo. A empresa também inclui ofertas de ações para incentivar os funcionários a participarem dos seus lucros.

Leia também: “A resposta de Elon Musk a Janja”

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Modo Sueco de trabalhar ????
    Que estranho. Na Suécia não tem coqueiros para pendurar a rede por quatro dis e trabalhar 3 dias.
    No dia em que forem substituídos por robos, para quem irão chorar as pitangas ?

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