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Governo Trump prepara nova declaração de emergência para justificar tarifaço ao Brasil

Medida serviria de base legal para sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, com início previsto para 1º de agosto

Donald Trump teria uma dupla razão para aplicar o tarifaço ao Brasil: questões comerciais e principalmente políticas | Foto: Reprodução/Twitter/X
Donald Trump teria uma dupla razão para aplicar o tarifaço ao Brasil: questões comerciais e principalmente políticas | Foto: Reprodução/Twitter/X

A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está preparando uma nova declaração de emergência como base legal para impor tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. A informação partiu de fontes da agência Bloomberg com conhecimento direto do assunto.

A medida ainda não recebeu chancela oficial. De qualquer modo, o expediente seria uma maneira necessária para dar sustentação jurídica à sobretaxa que Trump anunciou em razão das particularidades que contornam a atual relação comercial entre os dois países. 

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Trump: pressão política e prazo apertado

Diferentemente de outras nações sujeitas a tarifas semelhantes, que mantêm superávits comerciais com os EUA, o Brasil tem déficit. Essa situação, em tese, fragilizaria o argumento econômico. Assim, abre margem para questionamentos legais.

As tarifas devem começar a vigorar em 1º de agosto, conforme o prazo que Trump tornou público. No entanto, o contexto sugere mais motivações políticas do que questões estritamente comerciais. O republicano usa o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) como justificativa pública para a retaliação, classificando o processo como uma “caça às bruxas”.

Do ponto de vista técnico, analistas consideram que as tarifas não se sustentam, já que a balança comercial é tradicionalmente favorável aos Estados Unidos. Para conferir respaldo legal à medida, o governo norte-americano também recorreu à abertura de uma investigação formal contra o Brasil. Em 15 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) anunciou a abertura de um processo com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. 

Segundo o USTR, a investigação tem o objetivo de apurar principalmente se atos, políticas ou práticas do governo brasileiro são “irracionais ou discriminatórios”. Da mesma forma, se eles impõem ônus ou restrições ao comércio norte-americano. A conclusão do inquérito pode fortalecer a argumentação jurídica da Casa Branca diante de eventuais contestações no âmbito internacional.

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5 comentários
  1. Sergio Dias
    Sergio Dias

    Ser governado por um antissemita asqueroso, com tendências notoriamente ditatoriais??
    Tá maluco?
    Pega um pedaço de terra perto do Paraguai, cerca de arame farpado, bota o Hezbolah, o Hamas, seu painho e os jumentos iguais a você, e seja feliz!!!
    Os brasileiros querem paz e trabalho, e não fome, um ditador de merda, e terrorismo!!
    Vá para o inferno, comunista de merda!!!

  2. Marcos Marcioni
    Marcos Marcioni

    O que já era esperado aconteceu, o Brasil quebrou.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O Brasil sem diplomacia, sem plano de Governo, sem um gestor das finanças, afastado dos grandes pilares democráticos, afunda como um Titanic.

  4. Daniel BG
    Daniel BG

    Com o bandido na presidência e seus ministros o Brasil está entrando num buraco que vai custar a sair.
    E com a escandalosa perseguição política (e pessoal) que o consórcio L3+STF estão fazendo, respondam sinceramente, não seria natural que Donald Trump, aliado da liberdade e dos valores morais ocidentais, não iria intervir? Ainda mais depois dos episódios com o Elon Musk, com o X, com o Rumble. Sem contar com uma falsificação de entrada nos Estados Unidos de Filipe Martins que nunca aconteceu?
    E, como sempre, o ladrão não sabe de nada.

    Vejo aqui que existem os que insensatamente preferem prever o aumento de popularidade do ladrão. A questão moral da população brasileira está na balança, senhores.

  5. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    O Brasil impõe tarifa de 70% e até mais sobre produtos norteamericanos importados de lá. A tal balança comercial superavitária a favor dos EUA é uma falácia, pois o Brasil só não vende mais para eles por não ter o q vender. Não tem produto inovador, não tem tecnologia. É simples assim. O maior produto tecnológico q o Brasil tem, os aviões da Embraer, os EUA já são os maiores compradores do mundo. Então não temos do q reclamar. De resto só temos para vender petróleo, suco de laranja e café, o q fazemos há cem anos. Na verdade, a reclamação deles é q os EUA poderiam vender muitíssimo mais ao Brasil, mas só não fazem pq o Brasil cobra taxas de importação altíssimas. A mídia tenta enganar todo mundo quando insiste q eles estão bem, pois são superavitários, logo não poderiam reclamar e nos sobretaxar. Nesse momento, se as negociações não terminarem bem, a Europa vai acabar pagando 30% para vender aos EUA a partir de Agosto. Então os 20% de diferença para os nossos 50% cai na conta da crítica ao dólar, de chamar o Trump de Nazi, de confiscar a Starlink, e da amizade do Trump com Bolsonaro, q entra com um pequeno peso nisso tudo.

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